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Quando eu era menino, minha mãe me comprava uma série de revistas especializadas em astros da televisão. Muitas dessas revistas se perderam ao longo do tempo, muitas eu preservei e outras eu guardei apenas recortes. Nossos ídolos envelhecem, a gente envelhece, mas no nosso coração ficam guardadas as lembranças de um tempo que passou.Esse blog é minha forma de compartilhar com o mundo as imagens desse tempo. Boa viagem! Contato do blog: oriaselias@gmail.com

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    Alfredo de Freitas Dias Gomes, em artes Dias Gomes, nasceu em Salvador (BA) no dia  19 de outubro de 1922. Filho de Alice Ribeiro de Freitas Gomes e do engenheiro Plínio Alves Dias Gomes. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1937, aos 15 anos, escreveu sua primeira peça, A Comédia dos Moralistas.  Sua estréia no teatro profissional foi em 1942, com a comédia Pé de Cabra, encenada por Procópio Ferreira.

    Em 1944, Dias Gomes aceitou um convite de Oduvaldo Vianna para trabalhar em São Paulo na recém-inaugurada Rádio Panamericana, escrevendo adaptações de peças, romances e  contos para o programa Grande Teatro Panamericano. No ano seguinte, transferiu-se para a Rádio Tupi-Difusora, em São Paulo, onde participou do programa A Vida das Palavras. Nessa mesma época, ingressou no Partido Comunista, no qual permaneceu até 1971.

    Foi no ambiente radiofônico que Dias Gomes conheceu  aquela que viria a se tornar sua segunda esposa, Janete Clair, com quem  se casou em 1950 e viveu até a morte dela em 1983. Em 1984 casou-se com a atriz Bernadeth Lyzio. Ficaram juntos até a morte do autor, em 1999.

    Autor de dezenas de peças de teatro, a maioria delas censuradas durante a ditadura militar, Dias Gomes é considerado um dos grandes dramaturgos do teatro brasileiro. Entre suas peças mais famosas, estão  O Pagador de Promessas, O Santo Inquérito, O Berço do Herói, Odorico - o Bem Amado, Amor em Campo Minado, o Rei de Ramos, A Invasão e Os Campeões do Mundo.

    Demitido da Rádio, devido ao seu envolvimento com o Partido Comunista, Dias Gomes aceitou, em 1969,  o convite de Boni, então presidente da Rede Globo, para escrever novelas para a televisão. Sua estréia se deu com A Ponte dos Suspiros, sob o pseudônimo de Stela Calderon.  Em seguida vieram grandes novelas para o horário das 10 da noite na TV Globo, como Verão Vermelho, Assim Na terra Como no Céu, Bandeira 2, O Bem Amado, O Espigão, Saramandaia, Sinal de Alerta e Roque Santeiro.

    A partir dos anos 1980, Dias Gomes escreveu poucas novelas e algumas minisséries.
    Autor também de alguns romances, Dias Gomes foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 11 de abril de 1991, ocupando a cadeira 21, na vaga de  Adonias Filho.


    Dias Gomes morreu em São Paulo no dia  18 de maio de 1999, aos 76 anos de idade, num acidente automobilístico ocorrido na Av. 9 de Julho, quando o táxi em que estava com sua mulher foi abalroado por um ônibus.  O Brasil chorou a perda de um dos seus maiores dramaturgos.


    Dias Gomes

    Dias Gomes

    Dias Gomes

    Dias Gomes

    Dias Gomes
    Dias Gomes

    Dias Gomes

    Dias Gomes - homenagem da revista Amiga


    Carlos Alberto e Yoná Magalhães protagonizaram a primeira novela de Dias Gomes, A Ponte dos Suspiros (TV Globo, 1969)

    Yoná Magalhães, a mocinha e Jardel filho, o vilão em A Ponte dos Suspiros 

    Carlos Alberto e Yoná Magalhães em  Ponte dos Suspiros. Anos depois a atriz se tornaria uma das favoritas do autor, atuando em outras 3 novelas.  

    Verão Vermelho (TV Globo, 1970) teve Paulo Goulart, Dina Sfat, Jardel Filho e Arlete Salles nos principais papéis.

    Jardel Filho e Dina Sfat em Verão Vermelho. Jardel foi um dos atores preferidos de Dias Gomes e atuou em 5 novelas do autor.

     Paulo Goulart, Dina Sfat e Jardel Filho, os protagonistas de Verão Vermelho

    Francisco Cuoco e Dina Sfat protagonizaram Assim na Terra como no Céu (TV Globo, 1970/71).

    Francisco Cuoco e Renata Sorrah em Assim na Terra como no Céu

    Jardel Filho, Mário Lago e Maria Cláudia também integraram o elenco de Assim na Terra como no Céu

    Francisco Cuoco e Dina Sfat em Assim na Terra como no Céu

    Bandeira 2 (TV Globo, 1971/72) foi um sucesso estrondoso e marcou a parceria de Dias Gomes com Paulo Gracindo, ator que deu vida ao inesquecível bicheiro Tucão. Marilia Pêra também teve papel de destaque na trama. 

    Paulo Gracindo e Milton Morais em Bandeira 2. A novela teve como base a peça O Rei de Ramos  

    Paulo Gracindo e José Wilker em Bandeira 2  

    Ary Fontoura e Eloísa Mafalda em Bandeira 2. Uma dupla de ouro, presente em diversas outras novelas do autor.  

    José Augusto Branco e Marília Pêra, par romântico de Bandeira 2  

    Paulo Gracindo e Felipe Carone em Bandeira 2 eram dois bicheiros rivais: Tucão e Jovelino Sabonete. Uma dupla impagável. 

    Paulo Gracindo com Ilka Soares e Felipe Carone em Bandeira 2  

    Um estrondoso sucesso em cores: O Bem Amado. Paulo Gracindo (Cel Odorico) e Lima Duarte (Zeca Diabo) deram um show. 

    Baseada na peça Odorico, o Bem Amado, a novela reuniu Paulo Gracindo e Jardel Filho e marcou a estréia de Sandra Bréa como estrela, substituindo Dina Sfat, que ficara grávida.

    Zeca Diabo (Lima Duarte) e as Irmãs Cajazeiras (Ida Gomes, Dorinha Duval e Dirce Migliaccio), personagens inesquecíveis em O Bem Amado 

    Paulo Gracindo, Emiliano Queiroz e Lima Duarte, trio de ouro em O Bem Amado 

    Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) e as donzelas juramentadas Judicéia (Dirce Migliaccio), Dulcinéia (Ida Gomes) e Dorotéia (Dorinha Duval)  em Bandeira 2  

    Milton Morais foi Lauro Fontana, o protagonista de O Espigão (TV Globo, 1974), um inescrupuloso empresário que trava uma luta implacável com os herdeiros de um casarão no bairro de Botafogo (RJ), onde que construir um grande hotel, o Fontana Sky. Levou todos os prêmios de melhor ator de televisão do ano. 

     Milton Morais e Lutero Luiz em O Espigão, uma das melhores novelas de Dias Gomes 

    Milton Morais (Lauro Fontana) e Suely Franco (Cordélia) em O Espigão. O papel da milionária e ciumenta dondoca, obcecada por engravidar de um marido estéril,  foi inicialmente oferecido a Fernanda Montenegro, que não pode aceitar devido a compromissos no teatro. Suely, que vinha de um grande sucesso na peça A Capital Federal arrasou no papel

    Um dos mais saborosos núcleos de O Espigão era o trio de trambiqueiros formado por Lazinha Chave de cadeia (Betty Faria), Dico (Rui Resende) e Nonô, Alegria das Gringas (Milton Gonçalves) 

    Ary Fontoura (na foto com Betty Faria) mais uma vez arrasou no papel do soturno  Prof. Baltazar Camará, que tinha como fetiche colecionar cachinhos de cabelos femininos em O Espigão

    O núcleo formado pelo Irmãos Camará (Vanda Lacerda, Ary Fontoura, Carlos Eduardo Dolabewlla e Suzana Vieria) estava entre os principais de O Espigão

    Carlos Eduardo Dolabella (Marcito),  Suzana Vieria (Tina), Ary Fontoura (Baltazar) ,Vanda Lacerda (Urânia) e Tomil Gonçalves (Carlinhos) compunham a exótica família Camará, que se recusam a vender o solar onde moram para o obstinado Lauro Fontana construir o terreno o seu espigão.
    Cláudio Marzo e Débora Duarte, grandes atuações em O Espigão

    Mário Lago, Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça tiveram papéis marcantes em O Espigão


    Dias Gomes e o fabuloso elenco de O Espigão
    Em 1975 Dias Gomes escrevia a novela A Fabulosa História de Roque Santeiro e Sua Fogosa Viúva, a Que Era Sem Nunca Ter Sido, secretamente baseada em sua peça O Berço do Herói, que estava proibida pela censura. Quando os censores, através de escutas telefônicas,  descobriram o fato, vetaram a exibição da novela na semana da estréia. Betty Faria seria a Viúva Porcina  e Lima Duarte, o Sinhozinho Malta. Dez anos depois a TV Globo retomaria o projeto. Betty recusou o papel e Regina Duarte entrou em seu lugar. 

    Saramandaia (TV Globo, 1976) foi a empreitada seguinte de Dias Gomes. Era uma ousada história com personagens bizarros, dentro do estilo batizado como realismo fantástico. Juca de Oliveira era o João Gibão, um homem que possuía asas.
    Os magníficos Dina Sfat e Ary Fontoura, atores do time de preferidos de Dias Gomes, em Saramandaia eram Dona Rizoleta, a dona de uma casa de "diversões" masculinas, apaixonada pelo sinistro Professor Aristóbulo, que em noites de lua cheia se transformava em lobisomem

    Antônio Fagundes fazia sua estréia na TV Globo, fazendo par romântico com Yoná Magalhães. Lua e Zélia eram os apaixonados da história.

    A grande Eloísa Mafalda viveu a parteira da cidade, Dona Maria Aparadeira
    A explosão de Dona Redonda (Wilza Carla) foi um dos grandes momentos de Saramandaia

    Juca de Oliveira (João Gibão) e Sônia Braga (Marcina) formavam um casal exótico em Saramandaia. Ele tinha asas e ela incendiava a cama nos momentos de desejo.

    o elenco de Saramandaia
    Com Sinal de Alerta (TV Globo, 1978), a Tv Globo encerrava temporariamente seu horário de novela das 10. Paulo Gracindo, mais uma vewz protagonizava uma novela de Dias Gomes, vivendo Tião Borges, dono de uma fábrica de fertilizantes às voltas com funcionários grevistas e uma ex-mulher vingativa. Vera Fischer era Sula, uma moça casadoira, protegida por tias beatas,  com quem o ricaço sonhava casar-se.

    Jardel Filho interpretou o oportunista Rui Caravaglia, contratado por Tião Borges para seduzir sua temida ex-mulher Talita Borges (Yoná Magalhães), editora de um jornal que move intensa campanha contra as fábricas poluidoras do ex-marido e por vingança se recusa a lhe dar o divórcio, impedindo-o de se casar com uma nova namorada, uma recatada virgem, vigiada por um quarteto de tias.


    Em 1985, 10 anos depois de ser censurada, Roque Santeiro foi finalmente ao ar, tendo Regina Duarte e Lima Duarte no elenco. Dias Gomes dividiu a redação da novela com Aguinaldo Silva. O sucesso foi absoluto, resultando numa das melhores e mais bem sucedidas telenovelas de todos os tempos. 
    Lima Duarte (Sinhozinho Malta), Regina Duarte (Viúva Porcina) e José Wilker (Roque), os protagonistas de Roque Santeiro

    Em Roque Santeiro Yoná Magalhães viveu a exuberante Matilde, dona da boate local, perseguida pelas beatas da cidade. As "meninas" da cafetina eram as beldades  Ninon (Cláudia Raia) e Rosali (Isis Oliveira).

    Roque Santeiro deu a Armando Bógus um de seus melhores momentos na televisão, o ambicioso Zé das Medalhas.

    Ary Fontoura foi o prefeito pau mandado Florindo Abelha e Eloísa Mafalda, sua mulher Dona Pombinha, a líder das beatas de Asa Branca. Atuações memoráveis.

    Othon Bastos (na foto com Yoná Magalhães) esbanjou charme e talento na pele do gigolô Ronaldo César em Roque Santeiro

    Outra novela problemática foi Mandala (TV Globo, 1987/88), escrita em parceria com Marcílio Morais. A idéia era adaptar a clássica história de Édipo, mas esbarrou na censura que não viu com bons olhos a história do filho que se apaixona pela mãe sem o saber. Os rumos da história tiveram que ser mudados. Jocasta foi vivida por Vera Fischer e a grande atração da novela foi o grosseiro e charmoso bicheiroTony Carrado vivido com graça por Nuno Leal Maia. 

    Felipe Camargo, na época um promissor galã, viveu Édipo e a deusa Vera Fischer foi Jocasta em Mandala . Fora das telas o casal viveu uma intensa paixão que terminaria anos depois de forma traumática e afetaria negativamente a carreira de ambos.  

    Vera Fischer e Felipe Camargo em Mandala
    Felipe Camargo com Ângela Leal, sua mãe adotiva em Mandala
    O Pagador de Promessas (TV Globo, 1988) foi uma minissérie baseada no obra teatral homônima. A censura implicou com o excesso de política da obra, e a direção da TV Globo acabou  reduzindo-a a 8 capítulos e sem maior sucesso. José Mayer (Zé do Burro) e Denise Milfont (Rosa) eram os protagonistas 

    Joana Fomm e Nelson Xavier também tiveram papéis de destaque em O Pagador de Promessas 

    Tarcísio Meira e Christiane Torloni foram os atores de Araponga (TV Globo, 1990/91), escrita em parceria com Lauro César Muniz e Ferreira Gullar

    Tarcísio Meira e Taumaturgo Ferreira em Araponga

    Miguel Falabella e Patricia Pillar foram os astros da minissérie As Noivas de Copacabana (TV Globo, 1992)

    Edson Celulari protagonizou a minissérie Decadência (TV Globo, 1995)

    Edson Celulari (Pastor Mariel Batista) e Zezé Polessa (a obreira Jandira), excelentes na minissérie Decadência

    Edson Celulari com Paulo José numa cena da minissérie Decadência

    José Wilker e Maitê Proença na novela O Fim do Mundo (TV Globo, 1996)

    Edson Celulari, Giulia Gam e Marcos Nanini  a minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos (TV Globo, 1998), adaptada da obra de Jorge Amado

    Edson Celulari, Giulia Gam e Marcos Nanini  a minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos

    Edson Celulari, Giulia Gam e Marcos Nanini  a minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos


    Leonardo Villar no filme O Pagador de Promessas (1960), premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes

    Leonardo Villar e Glória Menezes no filme O Pagador de Promessas

    Regina Duarte na peça O Santo Inquérito


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), sites diversos da Internet 


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    Lauro César Martins Amaral Muniz, em artes Lauro César Muniz nasceu em Ribeirão Preto (SP) no dia 16 de janeiro de 1938. Filho do comerciante de algodão Renato Amaral Muniz e da professora Clotilde Martins Amaral Muniz, é formado em Engenharia Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

    Iniciou sua carreira de dramaturgo em 1959 com a peça Este Ovo é um Galo, sátira à Revolução Constitucionalista de 1932. No ano seguinte estreou  O Santo Milagroso, sua obra prima no teatro.  Destes primeiros anos destacam-se ainda a peças  A Morte do Imortal e A Infidelidade ao Alcance de Todos.  Anos depois escreveria outras peças de sucesso: Sinal de Vida (1979), Direita Volver (1985) e Luar em Preto e Branco (1990).

    Na televisão estreou em 1966 com a telenovela, Ninguém Crê em Mim, na TV Excelsior, onde adaptou, em seguida, o romance  O Morro dos Ventos Uivantes.  Contratado pela TV Tupi, escreveu Estrelas no Chão (1967).

    Em 1970, obteve grande sucesso com a adaptação do romance As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Diniz, para a TV Record. Ainda na TV Record, escreveu a primeira de suas três obras primas na televisão: a novela Os Deuses Estão Mortos (1971) e uma sequência, Quarenta Anos Depois (1972), ambas abordando  famílias do interior paulista.  

    Em 1972 estreou na TV Globo, escrevendo o seriado Shazan, Xerife & Cia. Sua primeira novela na emissora foi  Carinhoso (1973), estrelada por Regina Duarte e Cláudio Marzo.  Em 1974, em parceria  com Gilberto Braga escreveu Corrida do Ouro. No ano seguinte escreveu aquela que seria sua segunda,e talvez maior, obra prima, a novela Escalada,no horário nobre das 20h, até então de exclusividade de Janete Clair. A saga de Antônio Dias (Tarcísio Meira), contada em 3 fases seqüenciais, foi inspirada no próprio pai de Lauro César. Com o aval do superintendente Boni e do diretor Daniel Filho, escreveu outra obra prima:  O Casarão (1976), narrando as três fases as da história ao mesmo tempo. Outra ousadia foi  Espelho Mágico (1977), que contava os bastidores do meio artístico e tinha uma novela (Coquetel de Amor) dentro da novela. Em 1979 foi a vez da polêmica e problemática novela Os Gigantes, uma trama complicada que acabou ocasionando a saída do autor da TV Globo.  

    Suas empreitadas seguintes foram a novela Rosa Baiana (1981) para a TV Bandeirantes e uma história para a TV Chilena, La Gran Mentira (1982). Em 1983,  voltou para a TV Globo para finalizar a novela Sol de Verão, devido ao afastamento do autor Manoel Carlos traumatizado com a morte do protagonista Jardel Filho.  

    Em 1984, para o horário das 19 horas, escreveu o sucesso Transas e Caretas. No ano seguinte foi a vez de outro sucesso:  Um Sonho a Mais. Em 1986 volta ao horário nobre com um imenso sucesso, a novela  Roda de Fogo, protagonizada por Tarcísio Meira, Renata Sorrah, Bruna Lombardi e Eva Wilma. Em 1989 outro sucesso estrondoso : O Salvador da Pátria, com Lima Duarte.  Em 1990, foi um dos autores de Araponga, junto com Dias Gomes e Ferreira Gullar.

    Na década de 1980 atuou como supervisor de textos nas novelas Perigosas Peruas (1992), Sonho Meu (1993) e Quem É Você (1986). Em 1997, no horário das 19 horas, escreveu  Zazá, protagonizada por Fernanda Montenegro.  Em seguida, duas minisséries: Chiquinha Gonzaga (1999) e Aquarela do Brasil (2000). Sem projetos produzidos na emissora carioca durante 5 anos, Lauro César  Muniz se demite e transfere-se para a TV Record onde escreve três novelas:  Cidadão Brasileiro (2006), Poder Paralelo (2009) e  Máscaras (2012).


     Também no currículo do autor consta os roteiros dos filmes Independência ou Morte (1972), de Carlos Coimbra, A Super Fêmea (1972), de Aníbal Massaini Neto, O Crime do Zé Bigorna (1977), de Anselmo Duarte (baseado num Caso Especial de sua autoria exibido em 1974), A Próxima Vítima (1983), de João Batista de Andrade, Capitalismo Selvagem (1993), de André Klotzel, Forever (1989) e As Feras (1995), de Walter Hugo Khouri.


    Lauro César Muniz 

    Lauro César Muniz 

    Lauro César Muniz 

    Lauro César Muniz  com Gilberto Braga escrevendo a novela Corrida do Ouro
    Lauro César Muniz e sua primeira mulher, Suely
    Lauro César Muniz 
    Lauro César Muniz  e sua biografia para a Série Aplauso
    O Morro dos Ventos Uivantes (1966), TV Excélsior 

    Altair Lima e Irina Grecco em O Morro dos Ventos Uivantes

    Wanda Kosmo e Juca de Oliveira em Estrelas no Chão (TV Tupi, 1967)

    Wanda Kosmo e Geórgia Gomide em Estrelas no Chão

    Geórgia Gomide em Estrelas no Chão

    Márcia Maria, Agnaldo Rayol e Geórgia Gomide em As Pupilas do Senhor Reitor (TV Record, 1970/71)

    Dionísio Azevedo, Márcia Maria,  Geórgia Gomide e Agnaldo Rayol em As Pupilas do Senhor Reitor

    Geórgia Gomide, Dionísio Azevedo e Márcia Maria em As Pupilas do Senhor Reitor
    Fúlvio Stefanini, Agnaldo Rayol e Rogério Márcico em As Pupilas do Senhor Reitor

    o elenco de As Pupilas do Senhor Reitor

    Rolando Boldrin, na foto com Amália Rodrigues e Lolita Rodrigues, foi o protagonista de Os Deuses Estão Mortos (TV Record, 1971)

    Rolando Boldrin em Os Deuses Estão Mortos 

    Agnaldo Rayol e Lolita Rodrigues em Os Deuses Estão Mortos 


    Márcia Maria e Fúlvio Stefanini em Quarenta Anos Depois (TV Record, 1971/72)

    Rolando Boldrin em Quarenta Anos Depois

    Quarenta Anos Depois. 

    Cláudio Marzo e Regina Duarte em Carinhoso (TV Globo, 1973)

    Regina Duarte e Marcos Paulo em Carinhoso 

    Marcos Paulo, Cláudio Marzo, Célia Biar e Jorge Cherques em Carinhoso
    Fúlvio Stefanini, Rosamaria Murtinho e Cláudio Cavalcanit ajudaram a garantir os altos índices de audiência de Carinhoso

    Cláudio Marzo e Débora Duarte em Carinhoso 

     Carinhoso 

    Nívea Maria, Renata Sorrah, Yoná Magalhães, Célia Biar, Sandra Bréa, Maria Luiza Castelli e Aracy Balabanian eram as estrelas de Corrida do Ouro (TV Globo, 1974)
     Yoná Magalhães e Altair Lima em Corrida do Ouro


    Walmor Chagas e Aracy Balabanian em Corrida do Ouro
    Zilka Salaberry e Sandra Bréa em Corrida do Ouro

     Corrida do Ouro

    Renée de Vielmond e Tarcísio Meira em Escalada (TV Globo, 1975), uma obra prima
    Tarcísio Meira e Suzana Vieira em Escalada. Vivendo o papel de Cândida, a esposa rejeitada do protagonista Antônio Dias, Suzana foi alçada ao primeiro time das atrizes globais

     Tarcísio Meira, Ney Latorraca e Otávio Augusto, três grandes atuações em Escalada

    Nathália Timberg participou da primeira fase de Escalada, ao lado de Ney Latorraca.

    Ney Latorraca e Nathalia Timberg, Roberto Pirillo e Myriam Pérsia e Renée de Vielmond e Cecil Thiré na primeira fase de Escalada

    O elenco da primeira fase de Escalada

    Logo de Escalada

    Yara Cortes (Carolina) e Paulo Gracindo (João Maciel) foram os protagonistas de O Casarão (TV Globo, 1976)

    Yara Cortes e Aracy Balabanian em O Casarão

    Mário Lago e Yara Cortes, brilhantes em O Casarão

    Paulo José, Renata Sorrah e Armando Bógus, um trio visado pela censura em O Casarão

    Tarcísio Meira e Glória Menezes viveram um casal de atores famosos em Espelho Mágico (TV Globo, 1977)

    Tarcísio Meira, Glória Menezes e Sônia Braga em Espelho Mágico

    Juca de Oliveira (Jordão Amaral) e Yoná Magalhães (Nora Pellegrini) tiveram atuações elogiadas em Espelho Mágico
    Pepita Rodrigues e Mauro Mendonça também se destacaram em Espelho Mágico

    Anúncio de Espelho Mágico

    Dina Sfat (Paloma) era a protagonista de Os Gigantes (TV Globo, 1979). A atriz pediu para viver o papel, depois se desgostou com a história e entrou em atrito com o autor.

    Tarcísio Meira e Dina Sfat em Os Gigantes

    logo de Os Gigantes

     Rosa Baiana (TV Bandeirantes, 1981) foi protagonizada por Nancy Wanderlei

    Cena de Rosa Baiana com Edgar Franco,  Nancy Wanderlei, Gianfrancesco Guarnieri e Raymundo de Souza
    Logo de Rosa Baiana 

    Natália do Valle e José Wilker no sucesso Transas e Caretas (TV Globo, 1984) 

    Paulo Goulart e Eva Wilma em Transas e Caretas 

    Lady Francisco, Reginaldo Farias e Eva Wilma numa cena de Transas e Caretas 

    Silvia Bandeira e Ney Latorraca em mais um sucesso: Um Sonho a Mais (TV Globo, 1985)

    Ney Latorraca e Carlos Kroeber em Um Sonho a Mais. Na novela Ney viveu vários personagens, um deles feminino.

    Logo de Um Sonho a Mais

    Tarcísio Meira foi Renato Villar, o grande protagonista de Roda de Fogo (TV Globo, 1986), um grande sucesso

    Renata Sorrah e Cecil Thiré brilharam em  Roda de Fogo

    Cecil Thiré viveu um homossexual mau caráter em Roda de Fogo. Cláudio Curi era o mordomo que paparicava o patrão. 

    Tarcísio Meira com Cecil Thiré em Roda de Fogo

    O Salvador da Pátria (TV Globo, 1989) teve origem no Caso Especial O Crime do Zé Bigorna. Lima Duarte foi Sassá Mutema e Maitê Proença a Professora Clotilde, grande paixão do matuto que se torna um renomado político, manipulado por seus mentores. Foi um das novelas de maior sucesso do autor.

    Lima Duarte e Maitê Proença em O Salvador da Pátria

    O magnífico Lima Duarte em O Salvador da Pátria

    Logo de O Salvador da Pátria
    Paulo Gracindo e Christiane Torloni  em Araponga (TV Globo, 1990), novela escrita em parceira com Dias Gomes e Ferreira Gullar

    Tarcísio Meira e Zilka Salaberry em Araponga 

    Paulo Goulart e Fernanda Montenegro na novela Zazá (TV Globo, 1997)

    Regina Duarte na minissérie Chiquinha Gonzaga (TV Globo, 1999)

    Regina Duarte e Gabriela Duarte viveram a mesma personagem em idades diferentes na minissérie Chiquinha Gonzaga 

    Edson Celulari, Maria Fernanda Cândido e Thiago Lacerda na minissérie Aquarela do Brasil (TV Globo, 2000)

    Gabriel Braga Nunes foi o protagonista da novela Cidadão Brasileiro (TV Record, 2006). Paloma Duarte e Lucélia Santos também estavam no elenco.

    Gabriel Braga Nunes com Carla Regina e Tuca Andrada na novela Cidadão Brasileiro 

    Gabriel Braga Nunes com Tuca Andrada na novela Poder Paralelo (TV Record, 2009). 

    Gabriel Braga Nunes com Paloma Duarte e Marcelo Serrado na novela Poder Paralelo

    Gabriel Braga Nunes em Poder Paralelo

    Petrônio Gontijo, Miriam Freeland e Fernando Pavão na novela Máscaras (TV Record, 2012)

    Paloma Duarte e Fernando Pavão na novela Máscaras

    chamada da novela Máscaras


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), sites diversos da Internet 


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    Geraldo Vietri  nasceu em São Paulo no dia  27 de agosto de 1927. Filho de italianos, foi uma das mais controvertidas figuras da televisão brasileira. Aos 8 anos de idade já escrevia textos e começou sua carreira no teatro amador.

    Em 1950 conseguiu um emprego na Cinematográfica Maristela, onde conheceu a atriz Marli Bueno, que o apresentou a Cassiano Gabus Mendes, o então diretor da TV Tupi. Pelas mãos de Cassiano, Vietri estreou na televisão em 1958, adaptando e dirigindo dezenas de teleteatros para o Programa TV de Comédia.  Foi ele o diretor da primeira novela diária da TV Tupi: Alma Cigana (1964), numa adaptação de Ivani Ribeiro. Foi Vietri também o autor da primeira novela originalmente brasileira da Tupi: Os Rebeldes (1967).

    Em 1968 emplacou um sucesso retumbante, Antônio Maria, a história de um imigrante português, estrelada por Sérgio Cardoso.  No ano seguinte outro fenômeno de audiência: Nino, O Italianinho, novela que consagrou Juca de Oliveira na televisão.  Na TV Tupi ainda escreveu outras novelas de sucesso: A Fábrica (1971), Vitória Bonelli (1972) e Meu Rico Português (1975).

    Com o fechamento da TV Tupi, Vietri não encontrou mais o ambiente que teve por anos na TV tupi, onde escrevia, produzia e dirigia seus trabalhos. Teve passagem pela TV Bandeirantes, TV Globo , TV Manchete e CNT, sem jamais conseguir os sucessos de outrora.

    Ainda que fosse um homem essencialmente de televisão, Vietri também dirigiu alguns filmes, entre eles, Imitando o Sol (1964), Quatro Brasileiros em Paris (1965), O Pequeno Mundo de Marcos (1968), Diabólicos Herdeiros (1971), A Primeira Viagem (1972), Tiradentes– O mártir da Independência (1976), Senhora (1976), Estranha Forma de Amar (1978), Adultério Por Amor (1978), Os Imorais(1979) e Sexo, sua Única Arma (1971).  Escreveu também algumas peças de teatro e teve novelas suas produzidas na Venezuela, Argentina e Chile.  


    Geraldo Vietri morreu no dia 01 de agosto de 1996, aos 69 anos de idade vitima de uma broncopneumonia. Em 40 anos de televisão, deixou um legado fabuloso e tornou-se uma referencia para muitos autores, atores e diretores. Aqui, uma homenagem  a uma das figuras pioneiras e mais importantes da história da televisão brasileira.

    Geraldo Vietri

    Geraldo Vietri com Juca de Oliveira

    Geraldo Vietri dirigindo Berta Zemel em Vitoria Bonelli

    Geraldo Vietri dirigindo Sérgio Cardoso e Gian Carlo em Antônio Maria

    Geraldo Vietri dirigindo Maria Estela, Marisa Sanches e Chico Martins em Meu Rico Português

    Geraldo Vietri dirigindo Ana Rosa em A Selvagem

    Geraldo Vietri, Aracy Balabanian, Elizabeth Hartmann, Lídia Costa e Flamínio Favero

    Geraldo Vietri com Marcos Plonka, Walter Santos e Nair Belo no lançamento de João Brasileiro, o Bom Baiano

    Geraldo Vietri com Márcia Maria e Maria Helena Dias

    Flávio Galvão, Maria Estela, Geraldo Vietri, Marisa Sanches, Ivon Cury, Márcia Maria, Paulo Figueiredo e Elizabeth Hartmann no lançamento de Meu Rico Português

    Geraldo Vietri na capa do livro biográfico Disciplina é Liberdade, escrito por Vilmar Ledesma para a série Aplauso 
    Neyde Pavani e Laura Cardoso em Não Sairás Esta Noite teleteatro do Programa TV de Comédia (TV Tupi)

    Marisa Sanches e Glória Menezes em A Estranha Clementine - teleteatro do Programa TV de Comédia (TV Tupi)

     Rildo Gonçalves, Ana Rosa e Amilton Fernandes em Alma Cigana (TV Tupi, 1964), novela de Ivani Ribeiro, direção de Geraldo Vietri 

     Ana Rosa, Henrique Martins e Elias Gleizer em Se o Mar Contasse (TV Tupi, 1964), novela de Ivani Ribeiro, direção de Geraldo Vietri 


    Sérgio Cardoso em O Sorriso de Helena (TV Tupi, 1965), novela de Walter George Durst, direção de Geraldo Vietri 

    Sérgio Cardoso e Rita Cleós em O Cara Suja (TV Tupi, 1965), novela de Walter George Durst, direção de Geraldo Vietri 

    Sérgio Cardoso e Rita Cleós em O Cara Suja 

    Sérgio Cardoso e Juca de Oliveira em O Cara Suja 


    Walmor Chagas, Geórgia Gomide e Guy Lupe em A Outra (TV Tupi, 1965), novela de Walter George Durst, direção de Geraldo Vietri 

    Walmor Chagas, Geórgia Gomide e Guy Lupe em A Outra 


    Hélio Souto e Aracy Balabanian em Um Rosto Perdido (TV Tupi, 1965/66), novela de Walter George Durst, direção de Geraldo Vietri 
    Rosamaria Murtinho, Hélio Souto e Lisa Negri em A Inimiga (TV Tupi, 1966), novela de Geraldo Vietri, adaptada de um original argentino 

    José Parisi e Marisa Sanches em A Inimiga 

    Juca de Oliveira, Lima Duarte, Elias Gleizer e Nathalia TImberg em A Ré Misteriosa (TV Tupi, 1966), novela de Geraldo Vietri, adaptada do original de J. Lorenz 

    Cacilda Becker e Sebastião Campos em Ciúme (TV Tupi, 1965), novela de Talma de Oliveira, direção de Geraldo Vietri 

    Dina Sfat e Marlene França em Ciúme 
    Angústia de Amar (TV Tupi, 1967), novela de Dora Cavalcanti, direção de Geraldo Vietri 

    Aracy Balabanian e Cecil Thiré em Angústia de Amar 

    Cecil Thiré e Aracy Balabanian em Angústia de Amar


    Dina Sfat em A Intrusa (TV Tupi, 1965), novela de Geraldo Vietri, adaptada do original de William Irish 
    Sérgio Cardoso e Miriam Mehler em Paixão Proibida (TV Tupi, 1967), novela de Janete Clair, direção de Geraldo Vietri

    Ana Rosa e Tony Ramos em Os Rebeldes (TV Tupi, 1967), novela original de Geraldo Vietri 

    Elias Gleizer, Laura Cardoso e Maria Luiza Castelli em Os Rebeldes 

    Aracy Balabanian e Sérgio Cardoso em Antônio Maria (TV Tupi, 1968), novela original de Geraldo Vietri 
     Sérgio Cardoso e Aracy Balabanian em Antônio Maria

    Aracy Balabanian, Carmem Monegal e Sérgio Cardoso em Antônio Maria

    Maria Luiza Castelli e Elisio de Albuquerque em Antônio Maria 


    O elenco de Antônio Maria 

    Gian Carlo, Tony Ramos, Paulo Figueiredo e Denis Carvalho, os jovens galãs de Antônio Maria 

    Juca de Oliveira protagonizou Nino, o Italianinho (TV Tupi, 1969), novela original de Geraldo Vietri 

    Juca de Oliveira e Aracy Balabanian em Nino, o Italianinho 

    Juca de Oliveira e Aracy Balabanian em Nino, o Italianinho

    Juca de Oliveira com Myriam Muniz e Ucho Gaeta em Nino, o Italianinho

     A Fábrica (TV Tupi, 1971), novela original de Geraldo Vietri 

    Juca de Oliveira e Aracy Balabanian em A Fábrica

    Juca de Oliveira e Aracy Balabanian em A Fábrica

    Juca de Oliveira, Marcos Plonka, Lima Duarte e Elias Gleizer em A Fábrica

    Lúcia Melo, Lima Duarte, Juca de Oliveira, Aracy Balabanian e Dina Lisboa em A Fábrica

    A Selvagem (TV Tupi, 1971), novela de Geraldo Vietri, adaptada do original de Manuel Muñoz

    Suely Franco e Ana Rosa em A Selvagem 

    Ana Rosa, Isabel Ribeiro e Suely Franco em A Selvagem 

    Berta Zemel protagonizou Vitória Bonelli (TV Tupi, 1972), novela original de Geraldo Vietri 

    Berta Zemel com Flaminio Favero, Ana Maria Dias, Carlos Alberto Riccelli e Tony Ramos em Vitória Bonelli

    O elenco de Vitória Bonelli


    Dina Lisboa e Yara Lins tiveram grandes atuações em Vitória Bonelli

    Marcos Plonka e Dina Lisboa em  Vitória Bonelli

    Jonas Mello e Márcia Maria em  Meu Rico Português (TV Tupi, 1975), novela original de Geraldo Vietri 

    Dina Lisboa viveu a matriarca Dona Veridiana, o papel central de Meu Rico Português.  Olney Cazarré e Flamínio Favero eram seus sobrinhos parasitas.

    O núcleo de alemães formado por Cláudio Correa e Castro e Elizabeth Hartman foi uma das garantias do sucesso de Meu Rico Português.  O menino Odair Toledo era o filho adotivo do casal 

    Elizabeth Hartman, Cláudio Correa e Castro, Odair Toledo e Etty Fraser em Meu Rico Português

    O elenco de Meu Rico Português

    O elenco de Meu Rico Português

    Márcia Maria, Jonas Melo e Berta Zemel foram os protagonistas de Os Apóstolos de Judas (TV Tupi, 1976), novela original de Geraldo Vietri

    Laura Cardoso, Jonas Melo e Berta Zemel em Os Apóstolos de Judas

    Márcia Maria, Dina Lisboa e Chico Martins em Os Apóstolos de Judas

    Laura Cardoso foi premiada pela APCA como melhor atriz por sua brilhante interpretação da feirante Fátima da Conceição. Dina Lisboa, João José Pompeu  e Berta Zemel também foram destaques em Os Apóstolos de Judas

    Etty Fraser,  Kate Hansen, Paulo Figueiredo, Márcia Maria e Marisa Sanches integravam o núcleo dos ricos de Os Apóstolos de Judas

    Márcia Maria e Jonas Melo protagonizaram pela terceira vez uma novela de  Geraldo Vietri: João Brasileiro, o Bom Baiano (TV Tupi, 1978), última novela do autor para a emissora que foi sua casa por mais de 20 anos

    Walter Santos, Jonas Melo, Marilu Martinelli, Rodolfo Mayer e Laura Cardoso em  João Brasileiro, o Bom Baiano

    Nair Belo, na foto com Marcos Plonka, teve excelente desempenho como Dona Santa em  João Brasileiro, o Bom Baiano

    Jonas Melo, Márcia Maria e Nair Belo em  João Brasileiro, o Bom Baiano


    Cláudio Marzo e Nívea Maria em  Olhai os Lírios do Campo (TV Globo, 1980), novela de Geraldo Vietri a partir do original de Érico Verissimo

     Nívea Maria e Elizabeth Hartmann em Olhai os Lírios do Campo

    Bete Mendes e Cleyde Yáconis em Floradas Na Serra (TV Cultura, 1981), novela de Geraldo Vietri a partir do original de Dinah Silveira de Queiroz

     Cleyde Yáconis em Floradas Na Serra 
    Elias Gleizer e Nair Belo em Dona Santa (TV Bandeirantes, 1981/82), seriado de Geraldo Vietri 

    Flávio Galvão, Neuza Borges, Nair Belo e Taumaturgo Ferreira em Casa de Irene (TV Bandeirantes, 1983/84), seriado de Geraldo Vietri 

    Nathalia Timberg e Adriano Reys em Santa Marta Fabril (TV Manchete, 1984), minissérie de Geraldo Vietri, adaptada da peça de Abilio Pereira de Almeida

    Sônia Clara e Adriano Reys em Santa Marta Fabril (TV Manchete, 1984), minissérie de Geraldo Vietri, adaptada da peça de Abilio Pereira de Almeida


    Elaine Cristina, Sinde Filipe e Eugênia Melo e Castro em Antônio Maria (TV Manchete, 1985), remake do original de Geraldo Vietri

    Elaine Cristina e Paulo Ramos em Antônio Maria (TV Manchete, 1985)
    Renato Borghi, Ana Rosa e Dedina Bernadelli em Antônio Maria (TV Manchete, 1985)
    Edney Giovenazzi e Maria Lúcia Frota em  Iaiá Garcia (TV Globo, 1990), teletema escrito por Geraldo Vietri a partir do original de Machado de Assis

    O astro portenho Enzo Viena foi o protagonista de Nino, Las Cosas Simples de La Vida (1971) versão argentina do original de Geraldo Vietri

     Enzo Viena e Gloria Maria Ureta em Nino, Las Cosas Simples de La Vida

    A atriz peruana Emily Kreimer protagonizou Lucia Bonelli (1984), versão argentina de Vitória Bonelli

    O CINEMA DE GERALDO VIETRI

    Vera Nunes e Paulo Geraldo no filme Custa Pouco a Felicidade (1953),direção de Geraldo Vietri

    Vera Nunes no filme Custa Pouco a Felicidade (1953)
    Filme Dorinha no Soçaite (1957), direção de Geraldo Vietri

    Fábio Cardoso e Vera Nunes no filme Dorinha no Soçaite

    Fábio Cardoso e Vera Nunes no filme Dorinha no Soçaite

    Laura Cardoso e Abilio Marques no filme Imitando o Sol (1964) direção de Geraldo Vietri

    Ana Rosa, Marcos Plonka, Amilton Fernandes, Sergio Galvão, Lisa Negri e Guy Lupe no filme Quatro Brasileiros em Paris (1965) direção de Geraldo Vietri

     Amilton Fernandes,  Lisa Negri, Guy Lupe e Sergio Galvão no filme Quatro Brasileiros em Paris 

     Sergio Galvão, Elias Gleizer e Guy Lupe no filme Quatro Brasileiros em Paris 

    Ana Rosa e  Marcos Plonka no filme O Pequeno Mundo de Marcos (1968) direção de Geraldo Vietri

    Denis Carvalho e Bibi Vogel no filme Os Diabólicos Herdeiros (1971) direção de Geraldo Vietri

    Tony Ramos e Ana Rosa no filme Os Diabólicos Herdeiros (1971)

    Paulo Figueiredo e Elizabeth Hartmann no filme Os Diabólicos Herdeiros (1971)

    Aracy Balabanian e Flaminio Favero no filme A Primeira Viagem (1972) direção de Geraldo Vietri

    Aracy Balabanian no filme A Primeira Viagem (1972)

    Adriano Reys no filme Tiradentes, o Mártir da Independência (1976) direção de Geraldo Vietri

    Adriano Reys e Paulo Figueiredo no filme Tiradentes, o Mártir da Independência (1976)
    Adriano Reys, Kate Hansen e Cláudio Correa e Castro  no filme Tiradentes, o Mártir da Independência (1976)

    Elaine Cristina e Paulo Figueiredo no filme Senhora (1976),direção de Geraldo Vietri

    Elizabeth Hartmann, Elaine Cristina e Flávio Galvão no filme Senhora (1976)

    Berta Zemel no filme Que Estranha Forma de Amar (1978),direção de Geraldo Vietri

    Paulo Figueiredo, Jussara Freire, Selma Egrei e Luiz Carlos de Morais no filme Adultério Por Amor (1978),direção de Geraldo Vietri

    Paulo Figueiredo, Selma Egrei e Luiz Carlos de Morais no filme Adultério Por Amor (1978)
    Ewerton de Castro, Selma Egrei e Luiz Carlos de Morais no filme Adultério Por Amor (1978)

    Sandra Bréa foi a estrela do filme Os Imorais (1979),direção de Geraldo Vietri

    João Francisco, Sandra Bréa e Paulo Castelli no filme Os Imorais (1979)

    Selma Egrei e Serafin Gonzales no filme Sexo, Sua Única Arma (1981),direção de Geraldo Vietri

    Georgia Gomide e Selma Egrei no filme Sexo, Sua Única Arma

    Selma Egrei  no filme Sexo, Sua Única Arma (1981)


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), site Banco de Conteudos Culturais (www.bcc.org.br), site Canal Brasil,sites diversos da Internet




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    Aluísio Jorge de Andrade Franco, mais conhecido como Jorge Andrade nasceu em Barretos (SP) no dia 21 de maio de 1922. Filho de fazendeiros e tendo vivido a cultura do meio rural, o autor trouxe para a cena profundas observações desse universo, especialmente sua derrocada e adaptação ao meio urbano, fonte dos conflitos que atravessam a maior parte de suas criações.
    Jorge Andrade começou sua carreira após ter procurado, na década de 1950, a atriz Cacilda Becker, quando tinha 28 anos. Ele queria ser ator, mas ela o incentivou a escrever para teatro indicando que estudasse na Escola de Arte Dramática - EAD da USP, onde concluiu sua formação como dramaturgo em 1954. Seus primeiros textos, ainda como estudante,  foram O Faqueiro de Prata e O Telescópio.

     Sua estréia profissional como dramaturgo foi em 1954, na Cia de Teatro Maria Della Costa, com A Moratória, conquistando o Prêmio Saci. São ainda de sua autoria as peças  Vereda da Salvação, Pedreira das Almas, Os Ossos do Barão, Senhora na Boca do Lixo, A Escada,  Rastro Atrás, As Confrarias, Milagre na Cela,  O Sumidouro, As Colunas do Templo ,Os Crimes Permitidos,  Os Vínculos O Mundo CompostoA Zebra e A Loba, entre outras. Em 1965, a peça Vereda da Salvação foi adaptada para o cinema com direção de Anselmo Duarte.

    Sua estréia na televisão foi na TV Globo, com a telenovela Os Ossos do Barão, em 1973, uma adaptação que fundia duas peças suas: A Escada e Os Ossos do Barão. Tornou-se polêmico e incompreendido com O Grito (TV Globo, 1975). Em 1979, escreveu Gaivotas para a TV Tupi, trabalho que lhe valeu o prêmio de melhor escritor de televisão do ano conferido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Depois de uma breve passagem pela TV Cultura onde escreveu O Fiel e a Pedra (1981), foi contratado pela TV Bandeirantes para finalizar a telenovela Dulcinéia Vai à Guerra, iniciada por Sérgio Jockmann. Também finalizou Os Adolescentes (1981), iniciada por Ivani Ribeiro. Escreveu ainda para a Band, as novelas  O Ninho da Serpente (1982) e Sabor de Mel (1983).

    Em 1970 foi publicado Marta, a Árvore e o Relógio,  uma compilação do seu ciclo dramático,  narrando a formação da sociedade paulista e brasileira. Em 1978 publicou o romance autobiográfico Labirinto.

    Os sérios conflitos que manteve com o ambiente familiar, especialmente seu pai, que não aceitava nele a existência de um artista, motivaram Jorge Andrade a refletir, anos depois: "Então minha verdade saiu da terra, cresceu e ultrapassou a mata. Percebi como devia ser maravilhoso compreender, interpretar e transmitir! Partir da minha casa, minha gente, de mim mesmo e chegar ao significado de tudo, tendo, como instrumentos de trabalho, apenas as palavras e a vontade".


    Jorge Andrade morreu no dia  13 de março de 1984, aos 61 anos de idade, vítima de uma embolia pulmonar, no INCOR, na cidade de São Paulo, seis meses depois de ter realizado uma operação para a implantação de três pontes safena e de ter sofrido um enfarte durante essa cirurgia.  Aqui, um pouco da trajetória de um dos maiores e mais premiados autores brasileiros.



    Jorge Andrade

    Jorge Andrade

    Jorge Andrade

    Jorge Andrade


    Jorge Andrade com a atriz Marcia Real

    Jorge Andrade com oas atores Yara Cortes, Tony Ferreira, Françoise Forton e Rubens de Falco

    Jorge Andrade com a atriz Yoná Magalhães e o maestro Julio Medaglia

    Jorge Andrade com os dramaturgos Gianfrancesco Guarnieri e Dias Gomes


    Os Ossos do Barão (TV Globo, 1973), novela de Jorge Andrade, baseada nas peças Os Ossos do Barão e A Escada

     Paulo Gracindo, Dina Sfat, José Wilker e Lima Duarte na novela Os Ossos do Barão

    Paulo Gracindo e Lima Duarte na novela Os Ossos do Barão

     José Wilker e Dina Sfat na novela Os Ossos do Barão

    Renata Sorrah, Dina Sfat e Sandra Bréa na novela Os Ossos do Barão

     Gracindo Júnior, José Augusto Branco e José Wilker na novela Os Ossos do Barão

    Sandra Bréa e Gracindo Júnior na novela Os Ossos do Barão

    Sandra Bréa e Gracindo Júnior na novela Os Ossos do Barão

    Paulo Gracindo e Carmem Silva na novela Os Ossos do Barão

    o elenco da novela Os Ossos do Barão

    O Grito (TV Globo, 1975), novela de Jorge Andrade

    Glória Menezes e Isabel Ribeiro na novela O Grito

    Rubens de Falco e Yoná Magalhães na novela O Grito

    Walmor Chagas,  Isabel Ribeiro e Glória Menezes numa cena de O Grito

    Tereza Rachel e Ruth de Souza na novela O Grito

    Maria Fernanda e Leonardo Villar na novela O Grito
    Walmor Chagas e Isabel Ribeiro na novela O Grito

    João Paulo Adour e Françoise Forton na novela O Grito

    Elizabeth Savalla e Ney Latorraca na novela O Grito

    Roberto Pirillo e Suely Franco na novela O Grito

    Yoná Magalhães e Marcos Paulo na novela O Grito

    Cena da novela O Grito

    Eloisa Mafalda e Sebastião Vasconcellos na novela O Grito

    Yoná Magalhães em O Grito

    Glória Menezes em O Grito

    Yoná Magalhães e Rubens de Falco protagonizaram a novela Gaivotas (TV Tupi, 1979) 

     Rubens de Falco e Yoná Magalhães na novela Gaivotas

    Rubens de Falco, Yoná Magalhães, Berta Zemel, Paulo Goulart, John Herbert e Isabel Ribeiro integraram o grande elenco de Gaivotas

    Laura Cardoso, Yoná Magalhães, Sônia Oiticica e Berta Zemel, grandes atrizes em Gaivotas


    Isabel Ribeiro e Cleyde Yáconis foram grandes destaques de Gaivotas

    Atores de Gaivotas
    Jorge Andrade foi premiado com o troféu APCA como melhor autor de telenovelas em 1979 por Gaivotas.  Paulo Goulart e Yoná Magalhães estavam no elenco. 

    Em 1981, Jorge Andrade foi contratado pela TV Bandeirantes para finalizar a novela Dulcinéa Vai á Guerra, estrelada por Dercy Gonçalves

    Ainda em 1981, Jorge Andrade finalizou a novela Os Adolescentes

    Julia Lemmertz, Flávio Guarnieri e Tassia Camargo integravam o elenco jovem da  novela Os Adolescentes

    Cleyde Yáconis foi a protagonista de Ninho da Serpente (TV Bandeirantes, 1982), novela original de Jorge Andrade 

    Cleyde Yáconis, Márcia de Windsor, Paulo César Grande, Beatriz Segall e Giussepe Oristano integraram o grande elenco de Ninho da Serpente 

    Cleyde Yáconis com Imara Reis em  Ninho da Serpente

    Anúncio da novela Ninho da Serpente

    Raul Cortez e Sandra Bréa foram os protagonistas de Sabor de Mel  (TV Bandeirantes, 1983), última novela de Jorge Andrade

    Raul Cortez e Sandra Bréa em Sabor de Mel 

    Em 1997 Walter George Durst escreveu uma nova versão de Os Ossos do Barão, apresentada pelo SBT. Cleyde Yáconis, Othon Bastos e Leonardo Villar estavam no elenco 



    TEATRO

    Vanda Lacerda e Paulo Padilha na peça A Moratória (1964) 

    Vanda Lacerda e Isabel Ribeiro na peça A Moratória 

    O elenco da primeira montagem da peça Os Ossos do Barão, feita pelo TBC - Teatro Brasileiro de Comédia em 1960

    Sylvio Zilber, Cleyde Yáconis, Lélia Abramo, Aracy Balabanian, Otelo Zeloni e Rubens de falco na primeira montagem da peça Os Ossos do Barão

    Vanda Lacerda, Rubens Correia e Isabel Teresa na  montagem carioca da peça A Escada, feita pelo Teatro Ipanema em 1963

    Luiz Linhares e Carmem Silva na  montagem paulista da peça A Escada, feita pelo TBC



    Eva Todor na peça Senhora na Boxa do Lixo em 1966

    Miriam Mehler e Márcia Real numa montagem da peça A Moratória, feita no Teatro paiol em São Paulo em 1976

    A Moratória - Montagem do Grupo TAPA - SP em 2014

    Os Ossos do Barão - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2010

    Os atores Débora Muniz e Orias Elias em Os Ossos do Barão - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2010

    Os atores Sylvia Malena, Roberto Francisco e Zulhie Vieira em Os Ossos do Barão - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2010

    O elenco de Os Ossos do Barão - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2010

     Orias Elias em Os Ossos do Barão - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2010

     A Escada - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2016

    Cena de A Escada - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2016

    Cena de A Escada - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2016

    Oas atores Sylvia Malena e Orias Elias em A Escada - Montagem da Encena Cia de Teatro - SP - 2016


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), sites diversos da Internet, Arnaldo Torres (fotos de Os Ossos do Barão - Encena Cia de Teatro) e Rogério Gonzaga (fotos de A Escada - Encena Cia de Teatro) 


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    Walther Luís Negrão nasceu em Avaré (SP) no dia  24 de maio de 1941. Com quatorze anos foi para São Paulo e estudou dramaturgia, tendo como madrinha a pioneira  Vida Alves. Começou na televisão na segunda metade dos anos 1950, trabalhando como figurante e em pequenos papéis em novelas da TV Tupi e paralelamente, escrevia colunas no jornal Última Hora e na revista feminina Cláudia. Em 1958 já estava colaborando com a redação de programas como Teatro Nove (TV Excélsior, 1958), Aplauso (TV Record, 1958), Revista feminina (TV Tupi, 1958), Ontem, Hoje, Amanhã (TV Record, 1959) e adaptando textos para o Grande Teatro Tupi (1959),  sob a orientação de Manoel Carlos.

    Sua estréia como autor de telenovelas foi em 1964, na Rede Record, como colaborador de Roberto Freire nas novelas  Renúncia,  Banzo e Marcados pelo Amor. Em 1967 escreveu a primeira telenovela da TV Bandeirantes:  Os Miseráveis, baseado no romance homônimo de Victor Hugo. No ano seguinte voltou para a TV Tupi como colaborador de Geraldo Vietri em dois grandes sucessos:  Antônio Maria (1968) e  Nino, o Italianinho (1969).

    Contratado pela TV Globo, escreveu A Próxima Atração  (1970). O autor de teatro Pedro Bloch processou a emissora sob a alegação de uso de elementos de sua peça A Úlcera de Ouro. Por conta da confusão, Negrão voltou para a TV Record para escrever Editora Mayo, Bom Dia (1971). De volta à TV Globo escreveu um dos maiores sucessos da emissora no horário das 19 Horas: O Primeiro Amor (1972), novela que entrou para a história da televisão quando seu protagonista, o ator Sérgio Cardoso, morreu repentinamente faltando 20 capítulos para o final da história. Leonardo Villar assumiu o papel e a audiência permaneceu inalterada.  O imenso  sucesso  da novela gerou o seriado Shazan, Xerife e Cia, protagonizado por dois dos mais populares personagens da trama.

    Em 1973, Walther Negrão escreveu, para o horário das 20H, a novela Cavalo de Aço, com Tarcísio Meira, Glória Menezes e Ziembinski nos papéis principais.  De volta ao horário das 19 horas, teve uma experiência  menos feliz com Supermanoela, protagonizada por Marília Pêra.  A atriz odiou sua personagem, a censura interferiu na história e a coisa desandou.  

    Desgostoso, Walther Negrão deixou a TV Globo e voltou para a TV Tupi, onde escreveu em parceria com Chico de Assis, as novelas Ovelha Negra(1975), Xeque Mate (1976 – um grande sucesso) e Cinderela 77 (1977). Ainda na TV Tupi, finalizou a novela Roda de Fogo (1978), baseada na peça O Rei Lear, iniciada por Sérgio Jockmann. 

    Com a derrocada da emissora paulista, Negrão retornou à TV Globo, escrevendo seriados (Malu Mulher, Obrigado Doutor,  Aplauso, Caso Verdade) e como supervisor de textos e finalizador de algumas telenovelas problemáticas  (As Três Marias, Chega Mais, O Amor é Nosso).  

    A partir dos anos 1980 passou a escreveu novelas basicamente para o horário das 18 Horas: Pão Pão, Beijo Beijo (1983); Livre Para Voar (1984); Direito de Amar(1987); Fera Radical (1988); Top Model (1989); Despedida de Solteiro (1992); Tropicaliente(1994) Anjo de Mim (1996), Era Uma Vez (1998); Vila Madalena (1999);  Como Uma Onda (2004); Desejo Proibido (2007), Araguaia (2010); Flor do Caribe (2013) e Sol Nascente (2016).

    Ainda na TV Globo Walther Negrão escreveu episódios do seriado Carga Pesada  (2003) e minisséries baseadas em obras da literatura: O Sorriso do Lagarto (1991) de João Ubaldo Ribeiro; A Madona do Cedro(1994) de Antonio Callado e A Casa das Sete Mulheres (2003) de Letícia Wierzchowski, em parceria com Maria Adelaide Amaral.


    Aqui, uma pequena panorâmica da carreira de um dos mais longevos e atuantes autores de telenovelas do Brasil.



    Walther Negrão

    Walther Negrão

    Walther Negrão


    Walther Negrão com os atores Marcos Paulo e Armando Bógus durante as gravações da novela A Próxima Atração

    Walther Negrão com o ator Paulo Goulart durante as gravações da novela A Próxima Atração
    Walther Negrão 

    Walther Negrão 

    Walther Negrão 

    Walther Negrão 
    Os autores Walter Negrão e Geraldo Carneiro com o ator Alexandre Frota  nas gravações de O Sorriso do Lagarto

    Walther Negrão e o atores da novela A Flor do Caribe
    Francisco Cuoco e Irina Grecco foram os protagonistas de Renúncia (TV Record, 1964), novela de Roberto Freire e Walther Negrão 


    Francisco Cuoco em Banzo (TV Record, 1964), novela de Roberto Freire e Walther Negrão 
    Francisco Cuoco e Silvio Rocha em Marcados Para o Amor (TV Record, 1964), novela de Roberto Freire e Walther Negrão

    Laura Cardoso estava no elenco de Os Miseráveis (TV Bandeirantes, 1967), novela de  Walther Negrão, baseada na obra de Victor Hugo
    Walther Negrão dirigindo os atores Ademir Martins e Dênis Carvalho em Os Rebeldes (TV Tupi, 1967), novela de Geraldo Vietri

    Carmem Monegal, Sérgio Cardoso e Aracy Balabanian em Antônio Maria (TV Tupi, 1968), novela de Geraldo Vietri com colaboração de Walther Negrão

    Aracy Balabanian, Juca de Oliveira e Bibi Vogel em Nino, o Italianinho (TV Tupi, 1969), novela de Geraldo Vietri com colaboração de Walther Negrão

     A Próxima Atração (TV Globo, 1970), novela de Walther Negrão

    Sérgio Cardoso foi o protagonista de A Próxima Atração. No elenco também estavam Irene Singery,  Eloisa Mafalda, Renata Sorrah e Suzana Vieira. 

    Armando Bógus e Ênio Carvalho em A Próxima Atração

    Célia Biar, Eloisa Mafalda e Irene Singery em A Próxima Atração
    Armando Bógus foi o Pardal em A Próxima Atração

    Anúncio da novela A Próxima Atração
    Editora Mayo, Bom Dia (TV Record, 1971), novela de Walther Negrão

    Geraldo Del rey e Nathalia Timberg em Editora Mayo, Bom Dia

    O Primeiro Amor (TV Globo, 1972), novela de Walther Negrão

    Sérgio Cardoso e Rosamaria Murtinho com as crianças Herivelto Jr e Rosana Garcia em O Primeiro Amor

    Roberto Pirillo, Aracy Balabanian, Renata Sorrah e Flávio Migliaccio em O Primeiro Amor

    Sérgio Cardoso e Rosamaria Murtinho em O Primeiro Amor

    O elenco de O Primeiro Amor

    Shazan Xerife & Cia (TV Globo, 1972), seriado de Walther Negrão

    Paulo José e Flávio Migliaccio em Shazan Xerife & Cia 

    Paulo José e Flávio Migliaccio com a menina Isabella Garcia em Shazan Xerife & Cia 

    Paulo José e Flávio Migliaccio em Shazan Xerife & Cia 
    Cavalo de Aço (TV Globo, 1973), novela de Walther Negrão

    Tarcísio Meira e Glória Menezes em Cavalo de Aço 

    Elizangela, Milton Morais e Maria Luiza Castelli em Cavalo de Aço

    Mário Lago e Ziembinski em Cavalo de Aço

    Dary Reis, Stênio Garcia, Tarcísio Meira e José Lewgoy em Cavalo de Aço

    Tarcísio Meira e seu Cavalo de Aço

    Supermanoela (TV Globo, 1974), novela de Walther Negrão

    Paulo José e Marília Pêra em  Supermanoela

    Antônio Pedro, Zilka Salaberry, Paulo José, Manfredo Colassanti e Fauro Rocha Jr. em  Supermanoela

    Rubens de Falco, Marília Pêra, Irene Stefânia e Deyse Lucidi em Supermanoela
    Ovelha Negra (TV Tupi, 1975), novela de Walther Negrão e Chico de Assis

    Rolando Boldrin e Cleyde Yáconis foram os atores centrais de Ovelha Negra

    Laura Cardoso e Dante Rui em Ovelha Negra

    Rolando Boldrin, Geórgia Gomide, Serafin Gonzales, Edney Giovenazzi, Cleyde Yáconis, Laura Cardoso e Francisco di Franco no elenco de Ovelha Negra

    Cleyde Yáconis foi a estrela de Ovelha Negra

    Xeque Mate (TV Tupi, 1976), novela de Walther Negrão e Chico de Assis

    Lílian Lemmertz, Ênio Gonçalves e Maria Isabel de Lizandra, os atores centrais de Xeque Mate

    Lílian Lemmertz e Raul Cortez em Xeque Mate

    Anúncio da novela Xeque Mate

    Cinderela 77 (TV Tupi, 1977), novela de Walther Negrão e Chico de Assis

    Ronnie Von e Vanusa formaram o par romântico de Cinderela 77

     Vanusa com Elizabeth Hartmann e o cantor Ângelo Antônio em Cinderela 77
    Walther Negrão também escreveu episódios do seriado Mau Mulher (TV Globo, 1979), protagonizado por Regina Duarte  

    Regina Duarte e Dênis Carvalho no seriado Mau Mulher

    Walther Negrão finalizou a novela As Três Marias (TV Globo, 1980), iniciada por Wilson Rocha 

    Maitê Proença, Nadia Lippi e Glória Pires foram As Três Marias

    Um dos pares românticos de As Três Marias foi vivido por João Paulo Adour e Maitê Proença

    Walther Negrão foi um dos redatores do seriado Obrigado Doutor (TV Globo, 1981)
    Nicete Bruno e Elaine Cristina, vindas da TV Tupi, estrearam na TV Globo no seriado Obrigado Doutor, protagonizado por Francisco Cuoco

     Pão Pão, Beijo Beijo (TV Globo, 1983), novela de Walther Negrão

    Cláudio Marzo, Maria Cláudia, Edwin Luisi e Elizabeth Savalla, protagonistas de Pão Pão, Beijo Beijo

    As veteranas Renata Fronzi e Lélia Abramo tiveram importantes papéis em Pão Pão, Beijo Beijo

    Livre Para Voar (TV Globo, 1984), novela de Walther Negrão

    Tony Ramos e Carla Camuratti, o casal romântico de Livre Para Voar

    Direito de Amar (TV Globo, 1987), novela de Walther Negrão, baseada numa antiga radionovela de Janete Clair

    Lauro Corona e Glória Pires em  Direito de Amar 

    Glória Pires, Carlos Vereza e Ítala Nandi em  Direito de Amar

    Fera Radical (TV Globo, 1988), novela de Walther Negrão

    Carla Camuratti, José Mayer e Malu Mader em  Fera Radical

    Malu Mader e José Mayer em  Fera Radical

    Laura Cardoso e Paulo Goulart em  Fera Radical

    Paulo Goulart, Yara Amaral e Thales Pan Chacon em  Fera Radical

    A grande atriz Yara Amaral com Malu Mader numa cena decisiva de Fera Radical

    Top Model (TV Globo, 1989), novela de Walther Negrão e Antonio Calmon

    Toda a beleza de Malu Mader estava em  Top Model, um grande sucesso

    Taumaturgo Ferreira e Malu Mader em Top Model

    Alexandre Frota e Suzy Rego formavam um dos pares de Top Model

    Cecil Thiré, Suzy Rego e Alexandre Frota numa cena de Top Model

    Zezé Polessa e Nuno Leal Maia foram duas garantias do sucesso de Top Model
    O Sorriso do Lagarto (TV Globo, 1991), minissérie de Walther Negrão e Geraldo Carneiro, baseada na obra de João Ubaldo Ribeiro

    Tony Ramos, Maitê Proença e Raul Cortez estrelaram a minissérie O Sorriso do Lagarto

    Tony Ramos na minissérie O Sorriso do Lagarto

    Tony Ramos na minissérie O Sorriso do Lagarto

    Despedida de Solteiro (TV Globo, 1992), novela de Walther Negrão

    Eduardo Galvão, João Vitti, Paulo Gorgulho e Felipe Camargo formaram o quarteto protagonista de Despedida de Solteiro

     João Vitti, Paulo Gorgulho, Felipe Camargo e Eduardo Galvão com Gabriela Alves numa cena de Despedida de Solteiro

    Lúcia Veríssimo e Paulo Gorgulho em Despedida de Solteiro

    Rita Guedes e João Vitti em Despedida de Solteiro

    Lolita Rodrigues e Lúcia Veríssimo em Despedida de Solteiro
    Tropicaliente (TV Globo, 1994), novela de Walther Negrão

    Herson Capri e Regina Dourado conquistaram o público em Tropicaliente

    Herson Capri com Silvia Pfeifer em Tropicaliente

    Herson Capri, entre Marcio Garcia e Stênio Garcia, foi o protagonista de Tropicaliente

    Herson Capri, o astro de Tropicaliente

    Madona do Cedro (TV Globo, 1994), minissérie de Walther Negrão, baseada na obra de Antônio Callado

    Paulo José e Andreia Richa em Madona do Cedro

    Anjo de Mim (TV Globo, 1996), novela de Walther Negrão

    Tony Ramos e Helena Ranaldi em Anjo de Mim

    Tony Ramos e Herson Capri em Anjo de Mim

    Era Uma Vez... (TV Globo, 1998), novela de Walther Negrão

    Drica Moraes e Herson Capri foram os protagonistas de Era Uma Vez...

    Elias Gleizer foi um dos grandes destaques de Era Uma Vez...

    Yoná Magalhães foi a doce Anita de Era Uma Vez...

    Vila Madalena (TV Globo, 1999), novela de Walther Negrão

    Maitê Proença e Edson Celulari em Vila Madalena

    Herson Capri e Edson Celulari numa cena de Vila Madalena

    Yoná Magalhães e Cristiana Oliveira tiveram importantes papéis em Vila Madalena

    Laura Cardoso e Carla Marins também integraram o elenco de Vila Madalena
    A Casa das Sete Mulheres (2003), escrita por Walther Negrão e Maria Adelaide Amaral, a partir da obra de de Letícia Wierzchowski, foi uma das mais bem sucedidas minisséries da TV Globo. 

    Camila Morgado, Bete Mendes, Nívea Maria, Daniela Escobar, Eliane Giardini, Samara Felippo e Mariana Ximenes em A Casa das Sete Mulheres

     Bete Mendes, Nívea Maria, Jandira Martini e  Eliane Giardini em A Casa das Sete Mulheres

    Giovanna Antonelli e Thiago Lacerda foram o casal Anita e Giussepe Garibaldi em A Casa das Sete Mulheres

    Walther Negrão também colaborou na redação de episódios para a segunda versão do seriado Carga Pesada (TV Globo, 2003)
    Stênio Garcia e Antônio Fagundes na segunda versão do seriado Carga Pesada

    Como Uma Onda (TV Globo, 2004), novela de Walther Negrão

    Ricardo Pereira e Aline Moraes em Como Uma Onda

    Maria Fernanda Cândido e Herson Capri em Como Uma Onda

    Laura Cardoso e Maria Fernanda Cândido em Como Uma Onda

    Desejo Proibido (TV Globo, 2007), novela de Walther Negrão

    Daniel Oliveira e Fernanda Vasconcellos em Desejo Proibido  


    Rodrigo Lombardi e Grazi Massafera em Desejo Proibido  

    Nívea Maria, Lima Duarte e Eva Wilma em Desejo Proibido  
    Araguaia (TV Globo, 2010), novela de Walther Negrão

    Laura Cardoso e Murilo Rosa em Araguaia

    Julia Lemmertz e Thiago Fragoso em Araguaia

    Suzana Pires e Raphael Viana em Araguaia

    Eva Wilma, Laura Cardoso, Carla Daniel, Cléo Pires e Murilo Rosa numa cena de  Araguaia
    Flor do Caribe (TV Globo, 2013), novela de Walther Negrão

    Henri Castelli, Grazi Massafera e Igor Rickli, o mocinho, a mocinha e o vilão de Flor do Caribe

    Henri Castelli e  Grazi Massafera em Flor do Caribe

    Sol Nascente (TV Globo, 2016/17), novela de Walther Negrão
    Bruno Gagliazzo, Giovanna Antonelli e Rafael Cardoso, o mocinho, a mocinha e o vilão de Sol Nascente

    Bruno Gagliazzo e  Giovanna Antonelli em Sol Nascente

    Juliana Alves e Marcelo Melo, um dos casais de Sol Nascente

    Os veteranos Aracy Balabanian e Francisco Cuoco foram o casal Geppina e Gaetano em Sol Nascente


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), sites diversos da Internet 


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    Vicente Sesso  nasceu em São Paulo, no dia 17 de maio de 1933. Filho do militar Francisco Sesso e da comerciante Filomena Rotela Sesso, proprietária de uma loja de modas, ainda na infância, costumava ir ao teatro com o pai, que era amigo de diversos atores, iniciando assim seu contato com o mundo artístico. Antes dos 18 anos já atuava no teatro amador, tendo excursionado pelo Brasil e Argentina. Em seguida, mudou-se para Londres, na Inglaterra, onde estudou sobre a novidade da época em veículos de comunicação: a televisão. De volta ao Brasil, atuou esporadicamente nos primórdios da TV Tupi, apresentando espetáculos de teatro ao vivo.

     Em 1953 foi levado por Graça Melo para então recém inaugurada TV Paulista. Um dia, ao criticar a má qualidade de um texto, foi desafiado pelo diretor a escrever um melhor. Aceitou o desafio e escreveu um texto intitulado  Menino dos Ramos, iniciando assim sua carreira de autor.

    Com a inauguração da TV Record, Sesso acompanhou Graça Melo na transferência de emissora, ainda atuando como ator, diretor  e autor de programas infanto-juvenis. Foi nessa época que escreveu, produziu e atuou em As Aventuras de Marco Pólo. Em 1959 escreveu sua primeira novela: O Guaranie o programa infantil Jardim Encantado, que ficou cinco anos no ar.  Nessa época os autores não eram contratados pelas emissoras, mas pelos patrocinadores. A empreitada seguinte foi a série Aventuras do Eduardinho, programa que lançou seu filho, o ator e diretor Marcos Paulo.

    Em 1969, Vicente Sesso foi contratado pela empresa Lintas Publicidade para escrever a telenovela Sangue do Meu Sangue exibida pela TV Excélsior, com direção de Sérgio Brito. O grande sucesso da novela o levou para a TV Globo, estreando com Pigmalião 70, novela, protagonizada por Sérgio Cardoso e Tônia Carrero.  Em 1971 escreveu outro enorme sucesso, Minha Doce Namorada que sacramentou a imagem de Regina Duarte como a “Namoradinha do Brasil”, vivendo seu idílio amoroso com Cláudio Marzo.  Para a TV Globo escreveu ainda, em 1972, Uma Rosa Com Amor, sucesso com Marília Pêra, Paulo Goulart, Yoná Magalhães, Tônia Carrero e Leonardo Villar. Em 1974, na TV Tupi, escreveu As Divinas... E Maravilhosas, com Nathalia Timberg, Bete Mendes e Nicete Bruno à frente de um grande elenco.

    Em 1976 Sesso foi para a Argentina, onde Mi Dulce Enamorada, versão peruana de Minha Doce Namoradahavia sido um grande sucesso. Só voltou ao Brasil em 1979 para escrever a novela Cara a Cara, uma produção da TV Bandeirantes, protagonizada por Fernanda Montenegro.

    Dando prioridade à sua carreira internacional, Vicente Sesso só voltou à televisão brasileira em 1992, pela TV Globo, escrevendo a minissérie Tereza Batista, adaptada do romance Tereza Batista Cansada de Guerra, de Jorge Amado.  Colaborou ainda na escrita de episódios para os seriados Malu Mulher e Sítio do Picapau Amarelo. Em 1995 o SBT produziu um remake de Sangue do Meu Sangue e em 2010, de Uma Rosa com Amor. Ambas com a supervisão do autor.

    Pioneiro na televisão, Vicente Sesso contribuiu para o sucesso das telenovelas brasileiras, especialmente ao escrever novelas românticas, com temáticas mais leves e bem humoradas para o horário das 19 Horas, subvertendo a pecha de “telelágrimas” que as novelas tinham até então.  Aqui, um pouco de sua trajetória.

    Vicente Sesso

    Vicente Sesso


    Vicente Sesso

    O Jardim Encantado (TV Excélsior, 1959), programa escrito por Vicente Sesso

    Aventuras do Eduardinho (TV Excélsior, 1965), seriado escrito por Vicente Sesso

    Aventuras do Eduardinho (TV Globo, 1966/68), programa infantil escrito por Vicente Sesso

    Henrique Martins, Tônia Carrero, Rosamaria Murtinho e Francisco Cuoco em Sangue do Meu Sangue (TV Excélsior, 1969), novela de Vicente Sesso

    Nicete Bruno e Francisco Cuoco em Sangue do Meu Sangue

     Tônia Carrero e Rosamaria Murtinho em Sangue do Meu Sangue 

     Tônia Carrero e Fernanda Montenegro em Sangue do Meu Sangue 

    Nicete Bruno e Fernanda Montenegro em Sangue do Meu Sangue 

    Nicete Bruno e Nívea Maria eram mãe e filha em Sangue do Meu Sangue 

    Fernanda Montenegro e Armando Bógus em Sangue do Meu Sangue 

     Pigmalião 70 (TV Globo, 1970), novela de Vicente Sesso

     Tônia Carrero e Sérgio Cardoso em Pigmalião 70 

    Tônia Carrero e Sérgio Cardoso em Pigmalião 70 
    Tônia Carrero e Sérgio Cardoso em Pigmalião 70 

    Tônia Carrero e Sérgio Cardoso em Pigmalião 70 


    Minha Doce Namorada (TV Globo, 1971), novela de Vicente Sesso

    Regina Duarte e Cláudio Marzo em Minha Doce Namorada 

    Cláudio Marzo e Regina Duarte em Minha Doce Namorada

    Regina Duarte, Célia Biar e Sady Cabral em Minha Doce Namorada

     Cláudio Marzo e Regina Duarte em Minha Doce Namorada

    Cláudio Marzo e Regina Duarte em Minha Doce Namorada
     Regina Duarte e Cláudio Marzo em Minha Doce Namorada


    Uma Rosa Com Amor (TV Globo, 1972/73), novela de Vicente Sesso

     Marília Pêra, Paulo Goulart e Yoná Magalhães protagonizaram Uma Rosa Com Amor
    Leonardo Villar, Marília Pêra, Paulo Goulart e Yoná Magalhães em Uma Rosa Com Amor

    Leonardo Villar e Jacyra Silva em Uma Rosa Com Amor

    Henriqueta Brieba e Grande Otelo em Uma Rosa Com Amor

     Paulo Goulart e Yoná Magalhães em Uma Rosa Com Amor

    Marcos Paulo e Tônia Carrero viveram um tumultuado romance em Uma Rosa Com Amor

     Yoná Magalhães e Leonardo Villar em Uma Rosa Com Amor

     Paulo Goulart, Tônia Carrero e Marcos Paulo em Uma Rosa Com Amor

     Paulo Goulart e Marília Pêra em Uma Rosa Com Amor

    Paulo Goulart e Marília Pêra em Uma Rosa Com Amor

    Leonardo Villar e Vanda Lacerda em Uma Rosa Com Amor

    Lélia Abramo, Marília Pêra e Felipe Carone em Uma Rosa Com Amor
    Vanda Lacerda e Marília Pêra em Uma Rosa Com Amor


    As Divinas... E Maravilhosas (TV Tupi, 1973/74), novela de Vicente Sesso

    Nicete Bruno, Nathalia Timberg e Bete Mendes em As Divinas... E Maravilhosas 

     Bete Mendes, Sady Cabral e Ênio Carvalho em As Divinas... E Maravilhosas

    Procópio Ferreira e Nathalia Timberg em As Divinas... E Maravilhosas

     Nathalia Timberg e Nélson Caruso em As Divinas... E Maravilhosas

     Bete Mendes e Ênio Carvalho em As Divinas... E Maravilhosas

    Capa do LP com a trilha sonora de As Divinas... E Maravilhosas

    Anúncio de As Divinas... E Maravilhosas


    Cara a Cara (TV Bandeirantes, 1979), novela de Vicente Sesso

    Cara a Cara marcou a volta de Fernanda Montenegro às novelas depois de 10 anos afastada. Débora Duarte também teve papel de grande destaque

     Débora Duarte e David Cardoso era o principal par romântico de Cara a Cara

     Baby Garroux e Irene Ravache em Cara a Cara

    Fernanda Montenegro foi a grande protagonista de Cara a Cara
     Tereza Batista (TV Clobo, 1992), minissérie de Vicente Sesso, adaptada da obra de Jorge Amado

    Herson Capri e Patricia França em Tereza Batista

    Herson Capri e Joel Barcellos em Tereza Batista

    Herson Capri torturando Patricia França em Tereza Batista

     Patricia França na capa do DVD de Tereza Batista

     Patricia França e Humberto Martins em Tereza Batista
    Patricia França e Humberto Martins em Tereza Batista

    Em 1995 o SBT produziu uma nova versão de Sangue do Meu Sangue. 

    Bia Seidl e Jayme Periard tiveram papéis de destaque na segunda versão de Sangue do Meu Sangue

    Angela Figueiredo, Lucélia Santos e Rubens de Falco também estavam na segunda versão de Sangue do Meu Sangue

    Tônia Carrero e Marcos Caruso na segunda versão de Sangue do Meu Sangue

    Bia Seidl, Tônia Carrero, Ewerton de Castro e Marcos Caruso na segunda versão de Sangue do Meu Sangue

    Em 2010 o SBT também produziu uma nova versão de Uma Rosa Com Amor.

    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), site Sérgio Brito, sites diversos da Internet 


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    Bráulio Nuno de Almeida Pedroso  nasceu em São Paulo no dia  30 de abril de 1931. Autor de uma obra crítica da sociedade brasileira, recorria ao humor e ao deboche para retratar  tipos comuns, facilmente identificáveis no dia a dia do país. É considerado o grande inovador da linguagem das novelas brasileiras.

    Antes de entrar para a televisão, escreveu criticas literárias, criticas de cinema, foi assistente de direção e montador de filmes. Em 1965 escreveu sua primeira peça: A Conspiração

    Sua primeira novela foi a revolucionária Beto Rockfeller (TV Tupi, 1968), um grande sucesso de audiência, protagonizada por Luis Gustavo.   Diz a lenda que ele nem tinha televisão em casa nessa época. A idéia de criar uma anti novela, com um anti herói foi de Cassiano Gabus Mendes e coube a Lima Duarte a direção.  Em 1973, houve uma continuação da história em A Volta de Beto Rockfeller, também na TV Tupi, emissora em que escreveu ainda outra novela inovadora: Super Plá (1970), considerada avançada para a época, que em decorrência disso, teve pouca audiência.

    Na TV Globo, escreveu telenovelas de sucesso como O Cafona(1971), O Bofe (1972), O Rebu (1974), O Pulo do Gato (1978) e Feijão Maravilha (1979), além de textos para o programa Caso Especial e episódios para os seriados Amizade Colorida , Plantão de Polícia e Mário Fofoca. Trabalhou também na TV Manchete, onde escreveu a novela  Tudo em Cima (1985) e o seriado Tamanho Família (1986).

    Para o teatro escreveu  peças de sucesso, entre elas A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stomponato; As Gralhas; As Hienas; Isso Devia Ser Proibido  e  O Fardão, com a qual ganhou o Prêmio Molière.

    Em 1992,  sua novela O Pulo do Gato foi adaptada pela televisão chilena e em 2014 a Rede globo realizou um remake de O Rebu.

    Bráulio Pedroso morreu em 15 de agosto de 1990, aos 59 anos de idade,  no Rio de Janeiro, vítima de fratura nas vértebras cervicais, causada por uma queda no banheiro da casa onde morava. Sofria de Espondilite Anquilosante (inflamações nas articulações da coluna vertebral).

    Bráulio Pedroso

    Bráulio Pedroso

    Bráulio Pedroso

    Bráulio Pedroso - Audácia Inovadora, biografia escrita por Renato Sérgio para a Série Aplauso

    Beto Rockfeller (TV Tupi, 1968/69), de Bráulio Pedroso, a partir de uma idéia de Cassiano Gabus Mendes foi a novela que inovou a linguagem das telenovelas, abrindo frente a um novo estilo de teledramaturgia na televisão

    Luis Gustavo foi Beto Rockfeller, um anti herói, dado a pequenos golpes para ascender socialmente. Plínio Marcos foi seu fiel amigo Vitorio. 

    O elenco de Beto Rockfeller reuniu nomes como Marília Pêra, Maria Della Costa e Luis Gustavo 

     Marília Pêra e Luis Gustavo em Beto Rockfeller 

    Parte do elenco de Beto Rockfeller com o autor Bráulio Pedroso 

    Hélio Souto e Marília Pêra em Super Plá (TV Tupi, 1970) mais uma experiência inovadora de Bráulio Pedroso

    Hélio Souto e Ana Rosa em Super Plá

    Hélio Souto e Marília Pêra em Super Plá

    O Cafona (TV Globo, 1971), de Bráulio Pedroso, embora seja considerada um anovela "bem comportada" , criou a figura da anti heroína, a Shirley Sexy, vivida por Marília Pêra. O galã também não era nada convencional: um rapaz novo rico sem nenhuma classe.

     Francisco Cuoco e Marília Pêra em O Cafona  

    Isabel Teresa, Juan de Bourbon, Renata Sorrah, Francisco Cuoco e Felipe Carone numa cena de O Cafona

    Carlos Vereza, Marcos Nanini,  Marília Pêra e Djenane Machado em O Cafona

    Paulo Gracindo e Ilka Soares tiveram papéis de destaque em O Cafona

    Francisco Cuoco e as estrelas de O Cafona: Marília Pêra, Tônia Carrero e Renata Sorrah 

    Capa do LP com a trilha sonora de O Cafona

    Em O Bofe (TV Globo, 1972), Bráulio Pedroso retomou à ousadia, com dois protagonistas malandros e uma galeria de tipos nada convencionais.  
     O Bofe reuniu um elenco grandioso que contava com os talentos de Jardel Filho, Renée de Vielmond, Betty Faria e Ziembinski
    Jardel Filho e Betty Faria eO Bofe 

    Suzana Vieira, Ziembinski e Betty Faria eO Bofe 

    Cláudio Marzo, Antônio Pedro e Jardel Filho, atores afinados com o autor Bráulio Pedroso em O Bofe 

    Cláudio Marzo rompia com sua imagem de galã romântico, vivendo o Grego em O Bofe 

    Ziembinski, Betty Faria, Elizangela, Miriam Pires e Suzana Vieira numa cena de O Bofe 

    Uma das ousadias de O Bofe foi Ziembinski vivendo um papel feminino: a Tia Stanislava, um dos papéis centrais da história  


    Capa do LP com a trilha sonora internacional de O Bofe

    A Volta de Beto Rockfeller (TV Tupi, 1973) foi uma tentativa de trazer de volta as aventuras do famoso bicão. Embora fosse muito agradável, não teve a mesma repercussão da primeira fase. Luis Gustavo repetiu, com a mesma competência, a personagem

    Em A Volta de Beto Rockfeller Luis Gustavo estava cercado de belas mulheres.

     Luis Gustavo e Elke Maravilha em A Volta de Beto Rockfeller 

    Luis Gustavo entre Elaine Cristina e Odete Lara em A Volta de Beto Rockfeller

    Luis Gustavo e Bete Mendes em A Volta de Beto Rockfeller

    Luis Gustavo com Odete Lara em A Volta de Beto Rockfeller

    Elke Maravilha, Pepita Rodrigues e Elizabeth Gasper com Luis Gustavo em A Volta de Beto Rockfeller

    Em 1974 Bráulio Pedroso voltou à TV Globo com dois textos para o programa Caso Especial


    Jardel Filho e Walmor Chagas no Caso Especial A Grande Farra (TV Globo, 1974), texto de Bráulio Pedroso, direção de Ziembinski

    Reginaldo Farias e José Augusto Branco no Caso Especial O Professor Vai Embora (TV Globo, 1974), texto de Bráulio Pedroso, direção de Ziembinski
    O Rebu (TV Globo, 1974), trouxe um Bráulio Pedroso no auge da criatividade, com uma verdadeira obra prima. Toda a história se passava em apenas dois dias, na noite de uma festa onde ocorre um crime e no dia seguinte, na investigação. Até o último capítulo permaneceu um mistério duplo: quem matou e quem morreu. Os desenhos da abertura, criados por Marguerita Fahrer, com animação de Cyro Del Nero foram uma atração à parte.  O Rebu foi, enfim, uma sarabanda colorida da melhor qualidade.

    Buza Ferraz e Bete Mendes estrelaram O Rebu 

    Em O Rebu, Ziembinski interpretou o milionário Conrad Mahler, o anfitrião da festa onde ocorre o crime.  Buza Ferraz foi seu protegido Cauê, pivô da tragédia. Apesar de nada ser explícito, ficava evidente a relação homossexual dos dois. 

    As milionárias Glorinha (Isabel Ribeiro) e Roberta (Regina Vianna)  também deixava no ar o clima de uma relação lésbica em O Rebu. Lima Duarte era o penetra Boneco, um ladrão que se envolvia com os convidados da festa.

    José Lewgoy e Bete Mendes foram dois destaques de O Rebu

    Um dos papéis de maior sucesso de O Rebu foi Maria Angélica (Yara Cortes, na foto com Ziembinski), uma fogosa socialite conhecida como Bubu. 

     O Rebu marcou a estréia, em grande estilo, de Tereza Rachel  na TV Globo. Sua personagem era a milionária Lupe Garcez, envolvida com Kiko, um jovem alpinista social, vivido por Rodrigo Santiago.

    Dois grandes atores em O Rebu: Ziembinski e Lima Duarte

    Tereza Rachel, Carlos Vereza, Maria Cláudia e Rodrigo Santiago numa cena de O Rebu

    Em 1978 Bráulio Pedroso novamente focava o mundo dos ricos com O Pulo do Gato

    Jorge Dória e Neuza Amaral em O Pulo do Gato


    O Pulo do Gato lançou Kadu Moliterno, vindo da TV Tupi, como um dos grandes galãs da TV Globo
    Kadu Moliterno, Marta Anderson e Jorge Dória em O Pulo do Gato

    Feijão Maravilha (TV Globo, 1979) levou Bráulio Pedroso para o horário das 19 Horas. Inspirada nas chanchadas da empresa cinematográfica Atlântica, a novela caiu no gosto popular e foi um sucesso. 

    Mara Rúbia e Lucélia Santos em Feijão Maravilha

    Ivan Setta, Felipe Carone e Older Cazarré, um trio de atrapalhados vilões, garantiam o humor de Feijão Maravilha

    Interpretando uma versão farsesca de Marilyn Monroe, Clarice Piovezan foi um dos destaques de Feijão Maravilha, ao lado do galã Mário Cardoso

    Bráulio Pedroso também escreveu episódios para o seriado Plantão de Polícia (TV Globo, 1980/81)

    Hugo Carvana foi o protagonista de Plantão de Polícia

    Hugo Carvana em Plantão de Polícia

     Outro seriado que contou com episódios escritos por  Bráulio Pedroso foi  Amizade Colorida (TV Globo, 1981)

     Amizade Colorida foi protagonizado por Antônio fagundes  

    Antônio Fagundes e Renée de Vielmond em  Amizade Colorida

    Em 1982 Bráulio Pedroso escreveu, para a TV Globo, a minissérie Parabéns Pra Você

    Débora Duarte e Juca de Oliveira na minissérie Parabéns Pra Você

    Altair Lima e Norma Benguel em Parabéns Pra Você

     Mário Fofoca (TV Globo, 1983), também contou com episódios escritos por Bráulio Pedroso 

     Luis Gustavo foi o Mário Fofoca ao lado de Osmar Prado

    Osmar Prado, Luis Gustavo, Joana Fomm e Maria Helena Dias numa cena de Mário Fofoca 
    Tudo em Cima (1985), foi uma novela de Bráulio Pedroso, apresentada na TV Manchete

    Tudo em Cima foi estrelada por Renata Sorrah e Paulo Castelli

    Leonardo Villar e Ítalo Rossi foram dois destaques de Tudo em Cima 

    Tamanho Família (TV Manchete, 1986), seriado escrito por Bráulio Pedroso

    Suely Franco e Ivan Cândido em Tamanho Família

    Suely Franco e Ivan Cândido em Tamanho Família

    Em 2014 a TV Globo levou ao ar uma requintada e reduzida nova versão de O Rebu, com adaptação de George Moura. Tony Ramos, Cassia Kiss, Patrícia Pillar e Sophie Charlote estavam no elenco. 

    Walmor Chagas e Cacilda Becker na peça Isso Devia ser Proibido (1967)

    Marília Pêra e Hélio Souto na peça A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stomponato (1970)

    Marília Pêra  na peça A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stomponato

    Marília Pêra  na peça A Vida Escrachada de Joana Martini e Baby Stomponato


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), sites diversos da Internet 


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    Antônio Teixeira Filho nasceu em Cambará (PR) no dia  10 de outubro de 1922. Começou sua carreira artística como locutor de rádio em sua cidade natal e chegou a se formar em advocacia, profissão que nunca exerceu. Na cidade Santos, para onde se mudou na juventude, tornou-se radioator e conheceu a radioatriz Carmem Lídia, com quem se casou e foi sua colaboradora nas novelas que escreveu.  De Santos, o casal se transferiu para São Paulo, para trabalhar na Rádio Tupi e em seguida na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro.  Foi nessa época que Teixeira Filho começou a escrever radionovelas. 

    Na televisão, sua primeira novela foi a adaptação do original cubano de Félix Caignet, O Direito de Nascer (TV Tupi, 1964), um imenso sucesso, em parceria com o novelista Talma de Oliveira. Em 1967 Teixeira Filho adaptou para a televisão Excélsior outro clássico da literatura, a saga O Tempo e o Vento de Érico Veríssimo. Ainda para a TV Excélsior,  escreveu O Direito dos Filhos (1968), A Pequena Órfã (1968), Os Diabólicos (1968) e Vidas em Conflito (1969). Foi ainda colaborador de  Ivani Ribeiro em A Menina do Veleiro Azul (1969).

    Com o fechamento da TV Excélsior, o autor foi para a TV Tupi, onde escreveu  Toninho On The Rocks (1970), Bel Ami (1972), Rosa dos Ventos (1973), Ídolo de Pano (1974), Um Dia , O Amor (1975), Um Sol Maior (1977) e uma nova versão de O Direito de Nascer (1978). Estava escrevendo uma nova novela, Maria Nazaré, quando a emissora fechou as portas, em 1980.

    Contratado pela TV Globo, escreveu duas telenovelas para a emissora: Ciranda de Pedra (1981), baseada na obra de Lygia Fagundes Telles e O Homem Proibido (1982), baseada em Nélson Rodrigues. Foi também colaborador de  Benedito Rui Barbosa em Meu Pedacinho de Chão (TV Cultura/TV Globo, 1971).

    Em 1993 a Rede Globo levou ao ar, com grande sucesso,  Sonho Meu, um mix das novelas Idolo de Pano e A Pequena Órfã, numa adaptação de Marcílio Morais com supervisão de Lauro César Muniz.

    Teixeira Filho morreu no dia 24 de abril de 1984, em São Paulo, aos 61 anos de idade, vítima de uma Insuficiência pulmonar.

    Teixeira Filho

    O Direito de Nascer (TV Tupi, 1964) original do cubano Félix Caignet foi adaptada para a televisão por Teixeira Filho e Talma de Oliveira. José Parisi, Amilton Fernandes, Guy Lupe, e Nathalia Timberg  estavam no elenco

    Maria Luiza Castelli, Elisio de Albuquerque, Nathalia Timberg e Amilton Fernandes numa cena de O Direito de Nascer

    A história do médico Dr. Albertinho Limonta (Amilton Fernandes), criado pela bondosa Mamãe Dolores (Isaura Bruno) em O Direito de Nascer foi um dos primeiros grandes sucessos da telenovelas.

    A adaptação para a televisão da saga O  Tempo e o Vento de Érico Veríssimo foi mais um sucesso de Teixeira Filho. TV Excélsior, 1967. 
    Geórgia Gomide  e Davi José em O  Tempo e o Vento

     Cena de O  Tempo e o Vento com Carlos Zara
    Henrique Martins, Flora Geni e Leila Diniz em O Direito dos Filhos (TV Excélsior, 1968), novela de Teixeira Filho 

    Davi José e Leila Diniz em O Direito dos Filhos

    Anúncio de Os Diabólicos (TV Excélsior, 1968), novela de Teixeira Filho

    Edson França e Cleyde Yáconis em Os Diabólicos

    Cleyde Yáconis com Lisa Negri, Edson França e Gracindo Jr. numa cena de Os Diabólicos

    A menina Patricia Aires e Dionísio Azevedo em A Pequena Órfã (TV Excélsior, 1968/68), um grande sucesso, escrito por Teixeira Filho e Carmem Lidia

     Dionísio Azevedo e Patricia Aires em A Pequena Órfã

    Cleyde Yáconis e Paulo Goulart em Vidas em Conflito (TV Excélsior, 1969), novela de Teixeira Filho

    Riva Nimitz em Vidas em Conflito 

    Leila Diniz, Patricia Aires e Ronnie Von em A Menina do Veleiro Azul (TV Excélsior, 1969), novela de Ivani Ribeiro com colaboração de Teixeira Filho

     Toninho On The Rocks (TV Tupi, 1970), novela de Teixeira Filho foi protagonizada pelo cantor Antônio Marcos. Ana Rosa era a estrela.

    Antônio Marcos numa cena de Toninho On The Rocks,

    Nilson Conde e Renée de Vielmond em Meu Pedacinho de Chão (TV Cultura/TV Globo, 1971) novela de Benedito Rui Barbosa com colaboração de Teixeira Filho

    Maurício do Valle, Canarinho e o menino Ayres Pinto em Meu Pedacinho de Chão

    Cacilda Lanuza numa cena de Meu Pedacinho de Chão com a menina Patricia Aires

    Nilson Conde com Castro Gonzaga e Renato Consorte em Meu Pedacinho de Chão

     Bel Ami (TV Tupi, 1972), novela de Teixeira Filho

    Márcia Maria, Adriano Reys e Elaine Cristina em Bel Ami

    Márcia Maria e Adriano Reys em Bel Ami

     Adriano Reys e Maysa em Bel Ami

    Joana Fomm, Adriano Reys, Elaine Cristina, Fúlvio Stefanini, Maysa e Márcia Maria em Bel Ami

    Capa do LP com a trilha sonora de Bel Ami
    Rosa dos Ventos (TV Tupi, 1973), novela de Teixeira Filho

    Tony Ramos, Nicete Bruno e Adriano Reys em Rosa dos Ventos

    Adriano Reys e Nathalia Timberg em Rosa dos Ventos

    Nathalia Timber com Olney Cazarré e Nadia Lippi em Rosa dos Ventos

    Adriano Reys e Wanda Stefania em Rosa dos Ventos

    Anúncio de Rosa dos Ventos

    Capa do LP com a trilha sonora de Rosa dos Ventos

    Ídolo de Pano (TV Tupi, 1974), novela de Teixeira Filho

    Dênis Carvalho foi Jean, o Ídolo de Pano. Elaine Cristina foi Andréia, a heroína da história 

    Tony Ramos e Elaine Cristina formaram o casal romântico de Ídolo de Pano 

    Tony Ramos e Elaine Cristina em Ídolo de Pano

    Suzana Gonçalves, vinda da TV Globo, integrou o elenco de Ídolo de Pano, atuando com Tony Ramos

    Tony Ramos e Elaine Cristina em Ídolo de Pano

    Serafim Gonzalez foi o Dr. Fontes, casado com a ciumenta Guiomar (Lucy Meirelles) em Ídolo de Pano. Suzana Gonçalves (Flávia) e Cleston Teixeira (Sérgio) eram os filhos do casal.

    Tony Ramos e Dênis Carvalho eram os irmãos Clermon em Ídolo de Pano. Glauce Graieb foi Luisa Gondim. 

    O elenco de Ídolo de Pano
    Anúncio de Ídolo de Pano

    O grande sucesso de Ídolo de Pano deu origem a um livro com a história da novela, editado pela Editora Abril

    O autor Teixeira Filho com os atores da novela na noite de autógrafos do livro Ídolo de Pano
    Anúncio de  Um Dia, o Amor (TV Tupi, 1975), novela de Teixeira Filho

    Maria Estela, Henrique Martins e Carlos Zara formaram o principal triângulo amoroso de Um Dia, o Amor

    Maria Estela e Henrique Martins em Um Dia, o Amor

    Em Um Dia, o Amor, Carlos Zara interpretou um viúvo com três filhas, vividas por Nadia Lippi, Liza Vieira e Glauce Graieb

    Rodolfo Mayer, Maria Estela e Lélia Abramo tiveram papéis de grande importância em Um Dia, o Amor
    Nadia Lippi, Glauce Graieb e Cleyde Yáconis em Um Dia, o Amor

     Um Sol Maior (TV Tupi, 1977), novela de Teixeira Filho

    Jonas Melo e Sandra Barsotti em Um Sol Maior  
    Zanoni Ferrite, o protagonista de Um Sol Maior
    e Sandra Barsotti. 

    laura Cardoso e Rodolfo Mayer, grandes atores em Um Sol Maior 

    Zanoni Ferrite com Maria Helena Dias e Liza Vieira em Um Sol Maior 

    Em 1978, a TV Tupi produziu uma nova versão de O Direito de Nascer, novamente com adaptação de Teixeira Filho. Eva Wilma e Carlos Augusto Strazzer estava à frente do elenco.

    Na versão de 1987 de O Direito de Nascer, o médico Albertinho Limonta foi interpretado por Carlos Augusto Strazzer e a Mamãe Dolores por Cléia Simões.

    Cléia Simões e Eva Wilma em O Direito de Nascer

    Adriano Reys e Eva Wilma O Direito de Nascer

    Adriano Reys e Eva Wilma em Ciranda de Pedra (TV Globo, 1981), novela de Teixeira Filho, baseada no romance homônimo de Lygia Fagundes Telles

    Adriano Reys com Priscila Camargo e Silvia Salgado em Ciranda de Pedra

    Paulo Ramos e Silvia Salgado em Ciranda de Pedra

    O Homem Proibido (TV Globo, 1982), novela de Teixeira Filho, baseada na obra de Nélson Rodrigues

    O Homem Proibido foi protagonizada por Elizabeth Savalla, David Cardoso e Lidia Brondi 

    David Cardoso, Elizabeth Savalla, Ana Lucia Torre, Nelson Dantas e Cleide Blota em O Homem Proibido

     David Cardoso e Lidia Brondi em O Homem Proibido
    Sonho Meu (TV Globo, 1993), novela de Marcilio Morais e Lauro César Muniz, remake das novelas Ídolo de Pano e A Pequena Órfã, ambas de Teixeira Filho

    Carolina Pavanelli e Elias Gleizer em Sonho Meu

    Leonardo Vieira e Patricia França em Sonho Meu

    Nívea Maria e Carolina Pavanelli em Sonho Meu

    Fábio Assunção e Beatriz Segall em Sonho Meu

    Yoná Magalhães e Walmor Chagas também tiveram papéis de destaque em Sonho Meu

    Patricia França na capa do LP com a trilha sonora nacional de Sonho Meu

    Leonardo Vieira na capa do LP com a trilha sonora internacional de Sonho Meu


    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), sites diversos da Internet 


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    Sérgio Jockymann   nasceu em Palmeira das Missões (RS) no dia 29 de abril de 1930. Seu pai, um engenheiro agrônomo e farmacêutico, e sua mãe, uma professora, desde muito cedo o incentivaram a tomar gosto pela literatura.

    Jornalista desde os 17 anos de idade, trabalhou nos jornais Diário de Notícias de Porto Alegre; na Companhia Jornalística Caldas Júnior, nos jornais Correio do Povo e Folha da Tarde e na Rádio Guaíba AM. Foi diretor geral da Rádio Farroupilha e também atuou como  apresentador e produtor nas antigas TV Piratini; TV Difusora ; TV Gaúcha e TV Guaíba.

    Para o teatro escreveu dezenas de peças, entre elas  sucessos como Marido, Matriz e Filial, Lá e Treze, as duas últimas, grandes sucessos da carreira de Paulo Goulart.  

    Na televisão estreou em 1969, com o programa Confissões de Penélope, estrelado por Eva Wilma na TV Tupi. Em seguida escreveu diversas telenovelas para a emissora (A Gordinha, Bel-Ami, Na Idade do Lobo, O Conde Zebra, O Machão, Sheik de Ipanema e  Vila do Arco), todas voltadas para o estilo comédia. No início dos anos 1980, com o fechamento da TV Tupi, Sérgio Jockymann foi para a TV Bandeirantes, onde escreveu a primeira parte da novela Dulcinéa Vai à Guerra e o seriado Casal 80.

     Afastado da televisão voltou ao jornalismo e à literatura. Entre suas obras literárias estão o livro de poemas  Poemas em Negro (1958); os livros de contos Vila Velha - Vol. I (1975)  e  Vila Velha - Vol. II (1976) e os romances  Clô Dias & Noites (1982) e Sortilégio  (2000).


    Sérgio Jockymann morreu em  Campinas no dia 16 de fevereiro de 2011, aos 80 anos de idade, em decorrência de uma insuficiência renal crônica. 

    Sérgio Jockymann

    Sérgio Jockymann

    Eva Wilma em Confissões de Penélope (TV Tupi, 1968), seriado de Sérgio Jockymann

    Eva Wilma em Confissões de Penélope

    John Herbert e Eva Wilma em Confissões de Penélope

    Eva Wilma em Confissões de Penélope

    Walmor Chagas e Elísio de Albuquerque em Nenhum Homem é Deus (TV Tupi, 1969), novela de Sérgio Jockymann

    Nicete Bruno e Henrique Martins em A Gordinha (TV Tupi, 1970), novela de Sérgio Jockymann
    Nicete Bruno e Henrique Martins em A Gordinha

    Fausto Rocha Jr, Graça Melo e Nicete Bruno em A Gordinha

    Nicete Bruno e Graça Melo em A Gordinha

    Graça Melo, Fernando Torres e Fausto Rocha Jr em A Gordinha

    Carlos Alberto, Irene Ravache, Bete Mendes e Pepita Rodrigues em Na Idade do Lobo (TV Tupi, 1972), novela de Sérgio Jockymann

    Carlos Alberto com a princesa Ira de Furstemberg em Na Idade do Lobo

    Yvan Mesquita e Bete Mendes em Na Idade do Lobo

    Tony Ramos e Bete Mendes em Na Idade do Lobo

    Bete Mendes em Na Idade do Lobo

    Carlos Alberto e Pepita Rodrigues em Na Idade do Lobo

    Carlos Alberto e Márcia de Windsor em Na Idade do Lobo

    Otelo Zeloni, Renato Consorte e Ruthinéia de Moraes em O Conde Zebra  (TV Tupi, 1973), novela de Sérgio Jockymann

    Flaminio Favero, Ruthinéia de Moraes, Otelo Zeloni, Yara Lins e Tereza Teller em O Conde Zebra  

    Alceu Nunes, Flaminio Favero, Ruthinéia de Moraes, Otelo Zeloni e Yara Lins em O Conde Zebra  

    Ruthinéia de Moraes e  Otelo Zeloni em O Conde Zebra  

    O Machão  (TV Tupi, 1974/75), novela de Sérgio Jockymann, iniciada por Ivani Ribeiro, a partir da peça a Megera Domada, de William Shakespeare

    Antônio Fagundes foi O Machão  

    Antônio Fagundes (Julião Petrucchio) e Maria Isabel de Lizandra (Catarina) protagonizaram O Machão

    Antônio Fagundes com Chico Martins, Olney Cazarré, Jacques lagoa e Tereza Sodré numa cena de O Machão

    Antônio Fagundes, João José Pompeu, Rogério Márcico e Irene Ravache em O Machão

    Antônio Fagundes com Edgar Franco e Ruthinéia de Moraes em O Machã

    Antônio Fagundes, Ruthinéia de Moares e Maria Isabel de Lizandra em O Machão

    Antônio Fagundes e Rogério Márcico foram genro e sogro em O Machã

     O Sheik de Ipanema  (TV Tupi, 1975), novela de Sérgio Jockymann

    Luis Gustavo, Ana Rosa, Nadia Lippi, John Herbert, Tereza Sodré e Laerte Morrone em O Sheik de Ipanema 

    Foto do elenco de O Sheik de Ipanema 

    Luis Gustavo, Ana Rosa, Nadia Lippi, John Herbert, Tereza Sodré e Laerte Morrone em O Sheik de Ipanema 

    Luis Gustavo e  Ana Rosa em O Sheik de Ipanema 

    Luis Gustavo foi O Sheik de Ipanema 

    Anúncio de O Sheik de Ipanema 
    Vila do Arco (TV Tupi, 1976), novela de Sérgio Jockymann, baseada no conto O Alienista de Machado de Assis


    Célia Helena, Sebastião Campos, Rogério Márcico, Geraldo Del Rey, Laerte Morrone e Silvio Francisco em Vila do Arco 

    Rodrigo Santiago e Maria isabel de Lizandra em Vila do Arco 

    Parte do elenco de Vila do Arco 

    Laerte Morrone, Alberto Viana, Silvio Francisco e Geraldo Del Rey em Vila do Arco 

     Laerte Morrone e Liana Duval em Vila do Arco 

    Célia Helena e Rodrigo Santiago em Vila do Arco

      Em Vila do Arco, Célia Helena interpretou a viúva Severina, um de seus melhores momentos na televisão 

    Edwin Luisi, Rodrigo Satiago,  Célia Helena e Silvio Francisco em Vila do Arco 

    Cena de Vila do Arco 
    Anúncio de Vila do Arco 

    Roda de Fogo (TV Tupi, 1978), novela iniciada por Sérgio Jockymann e concluída por Walther Negrão, baseada na peça Rei Lear de William Shakespeare

    Roda de Fogo foi protagonizada por Osvaldo Loureiro, na foto com Sadi Cabral, Maria Estela, Eva Wilma e Geraldo Del Rey 

    Othon Bastos e Eva Wilma em Roda de Fogo 

    Fúlvio Stefanini e Eva Wilma em Roda de Fogo

    Maria Estela e Eva Wilma eram as ambiciosas filhas de Lear em Roda de Fogo
    Kate Hansen e Rolado Boldrin em Roda de Fogo

    Kate Hansen foi a filha caçula de Lear (Osvaldo Loureiro) em Roda de Fogo

    Dulcinea Vai à Guerra (TV Bandeirantes, 1981), novela iniciada por Sérgio Jockyman e finalizada por Jorge Andrade

    Dercy Gonçalves em Dulcinea Vai à Guerra 

    Casal 80 (TV Bandeirantes, 1983/84), seriado escrito por  Sérgio Jockyman

     John Herbert e Célia Helena em Casal 80 

     Célia Helena, Mayara Magri, Artur Leivas e John Herbert em Casal 80

     Clô - Dias e Noites,  romance de Sérgio Jockymann



    Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog TUDO ISSO É TV (Césio Gaudereto), sites diversos da Internet



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    Hebe Maria Monteiro de Camargo nasceu em Taubaté (SP) no dia  8 de março de 1929. Nascida em família humilde, filha da professora de piano Esther Magalhães Camargo e do violinista Sigesfredo Monteiro Camargo, conhecido como Fêgo Camargo,  a caçula de 7 filhos, 4 mulheres e 3 homens, estudou até a quarta série do primário. Com a mudança da família para a Capital, em 1943, começou a carreira como cantora de rádio em programas de calouros e como crooner em boates.  Em 1950 gravou seu primeiro disco em compacto.

    Com a chegada da televisão, Hebe integrou-se ao novo veículo. Sua primeira apresentação na televisão deveria ser na inauguração, cantando o “Hino da Televisão”, mas preferiu viajar com Luis Ramos,  o então namorado e foi substituída pela amiga Lolita Rodrigues. Ainda em 1950, apareceu pela primeira vez na TV, no programa Rancho Alegre num dueto com o cantor Ivon Curi.  Em 1955, integrou o primeiro programa feminino da televisão brasileira, O Mundo é das Mulheres dirigido por Walter Forster.  Nessa época, chegou a apresentar sete programas por semana.

    Em 1957, desiludida com o namorado de oito anos, a morena Hebe rompeu o romance e pintou os cabelos de loiro, criando sua marca registrada que perduraria até o fim da vida.  

    Em 1959 lançou seu primeiro disco em Long Play, Hebe e Vocês, mas aos poucos seu sucesso como apresentadora foi sobrepondo à carreira de cantora. Em 1964, no auge do sucesso, casou-se com o empresário Décio Capuano, pai de Marcello, seu único filho, e abandonou a televisão para se dedicar à família. Os convites para voltar à TV, no entanto,  não deram trégua e em 1966, com o casamento em crise, Hebe retornou definitivamente à televisão, pela TV Record, vivendo sua fase áurea na TV. Em 1971, separou-se do marido e em 1973 voltou a se casar com o milionário Lélio Ravagnani, com quem viveu 29 anos até a morte dele em 2000.

    Em 1974 transferiu-se para TV Tupi de São Paulo, onde permaneceu por 2 anos. Só voltaria à televisão em 1979, pela Rede Bandeirantes. Em 1986, a convite de Silvio Santos, Hebe  estreou no SBT, onde permaneceu por 24 anos, até dezembro de 2010. De 2011 a 2012 Hebe apresentou seu programa na Rede TV,  com um salário de meio milhão de Reais e participação nos merchandises. No dia 25 de setembro de 2012, Hebe apresentou seu último programa na emissora. Dois dias depois, o SBT anunciava sua volta à casa. Não deu tempo.

    Hebe, diagnosticada com um câncer no peritônio dois anos antes, morreu no dia 29 de setembro de 2012, em São Paulo, aos 83 anos de idade, após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia.  O corpo foi velado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo e sepultado no cemitério Gethsemani, no bairro do Morumbi, onde morava e onde também, em sua homenagem fica a Avenida Hebe Camargo.


    Dezenas de vezes premiada como melhor apresentadora, Hebe Camargo foi considerada  “A Rainha da Televisão” e “A Cara de São Paulo”.  A menina pobre, nascida no interior de São Paulo, morreu milionária e amada por todo o país. No ano de 2017, o diretor Miguel Falabella, baseado no livro do escritor Arthur Xexéo, estreou em São Paulo um magnífico espetáculo musical intitulado “Hebe – o Musical”. Nada mais justo para uma estrela que jamais deixou de brilhar.

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo
    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo

    Hebe Camargo - Programa O Mundo é das Mulheres (TV Tupi, 1955)

    Hebe Camargo com Humberto de Campos e José Tavares de Miranda

    Hebe Camargo com Cacilda Lanuza e Yara Lins - programa O Mundo é das Mulheres

    Hebe Camargo entrevistando o astronauta Neil Armstrong

    Hebe Camargo em seu programa de entrevistas na TV Record

    Hebe Camargo num encontro com as cantoras Edith Piaf e Marlene

    Hebe Camargo com Elizeth Cardoso

    Hebe Camargo com Rafael Puglieli

    Hebe Camargo com Wilson Simonal

    Hebe Camargo com Raul Gil

    Hebe Camargo com Riva Blanche e Yara Lins  

    Hebe Camargo com Walter Forster

    Hebe Camargo com o marido Décio Capuano

    Hebe Camargo com o marido Décio Capuano

    Hebe Camargo com o marido Décio Capuano

    Hebe Camargo com o marido Décio Capuano e o filho Marcello

    Hebe Camargo com o filho Marcello

    Hebe Camargo com o filho Marcello
    Hebe Camargo com o filho Marcello

    Hebe Camargo com o filho Marcello

    Hebe Camargo com o filho Marcello

    Hebe Camargo com o filho Marcello

    Hebe Camargo com o filho Marcello

    Hebe Camargo com os pais, Dona Esther e seu Febo

    Hebe Camargo com o elenco da novela Tilim (TV Record)

    Hebe Camargo com os atores Fulvio Stefanini e Maria Estela na TV Record

    Hebe Camargo na telenovela As Pupilas do Senhor Reitor (TV Record)

    Hebe Camargo com o elenco da novela Os Deuses Estão Mortos (TV Record)

    Hebe Camargo com Ronald Golias na TV Record

    Hebe Camargo com o marido Lélio e a amiga Nair Bello

    Hebe Camargo com Clodovil

    Hebe Camargo com Dercy Gonçalves

    Hebe Camargo com o estilista Denner e a atriz Márcia de Windsor

    Hebe Camargo com Elis Regina

    Hebe Camargo com o diretor Wilton Franco

    Hebe Camargo com Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo com Airton e Lolita Rodrigues no programa Clube dos Artistas

    Hebe Camargo com Silvio Santos recebendo um de seus vários Troféu Imprensa

    Hebe Camargo com Tônia Carrero e Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo com Otelo Zeloni no programa Família Trapo (TV Record)

    Hebe Camargo com o diretor Nilton Travesso

    Hebe Camargo com os cantores Orlando Silva e Nélson Gonçalves

    Hebe Camargo com Grande Otelo

    Hebe Camargo com as amigas Lolita Rodrigues e Nair Bello

    Hebe Camargo com Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo com o marido Lélio, a cantora Ângela Maria e o casal Airton e Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo com Nair Bello, Renata Fronzi e Lolita Rodrigues


    Hebe Camargo

    Hebe Camargo na capa de um de seus discos

    Hebe Camargo na capa de seu CD
    Hebe Camargo com o marido Décio e o filho Marcello
    Hebe Camargo com Silvio Santos, Nair Bello e Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo com Xuxa

    Hebe Camargo com Fausto Silva, Tom Cavalcanti e Jô Soares

    Hebe Camargo e Roberto Carlos

    Hebe Camargo com Agnaldo Rayol e Jair Rodrigues

    Hebe Camargo com o ator Elias Gleizer

    Hebe Camargo com o ator Alexandre Frota

    Hebe Camargo comemorando seu aniversário de 69 anos

    Hebe Camargo com o marido Lélio e o filho Marcello comemorando seu aniversário de 69 anos

    Hebe Camargo com Dercy Gonçalves

    Hebe Camargo com Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo com o cantor Sidney Magal

    Hebe Camargo com Nair Bello e Lolita Rodrigues

    Hebe Camargo e convidados

    Hebe Camargo com Silvio Santos

    Hebe Camargo com Silvio Santos

    Hebe Camargo com Silvio Santos